A captura de Maduro e o pânico dos ignorantes presunçosos
O truque final é fingir que tudo se resume a petróleo, como se números desmentissem crimes
Juliana Leite - 05/01/2026 11h07

Quando a militância resolve aplaudir símbolos em vez de encarar fatos, o debate deixa de ser político e vira uma coreografia moral. A recusa em reconhecer a captura de um ditador não nasce de prudência jurídica, mas de um apego estético à própria narrativa. É mais confortável salvar a imagem do que admitir a realidade — e assim a razão é substituída por um fetiche ideológico cuidadosamente embalado.
Nesse teatro, Erika Hilton, Luana Piovani e Eduardo Leite surgem como personagens que confundem virtude com pose. Falam de princípios enquanto ignoram prisões arbitrárias, censura e o colapso social que acompanha regimes que sequestram o Estado. A objeção à captura do tirano vira, paradoxalmente, um salvo-conduto moral para o próprio tirano.
O truque final é fingir que tudo se resume a petróleo, como se números desmentissem crimes. Mas a realidade insiste: cartéis, jornalistas encarcerados, eleições viciadas — e um regime que só se sustenta pela violência.
Ao apoiar a derrubada de Nicolás Maduro, Donald Trump fez o que líderes raramente fazem: escolheu a consequência em vez da pose, o fato em vez do figurino moral. Defender isso não é engajamento; é lucidez. E quando a razão fica de pé, o discurso deixa de ser adereço — e passa a ser responsabilidade.
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Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. |
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