A força da mídia na Fifa: direitos de transmissão e o valor comercial das regiões
Para a Copa do Mundo de 2026, a Fifa projeta arrecadar cerca de US$ 3,92 bilhões apenas com direitos de transmissão
A influência da mídia no futebol mundial é imensa, e a Fifa mede isso principalmente pelos valores dos direitos de transmissão da Copa do Mundo.
Esses direitos, combinados com audiência global, engajamento digital, patrocínios e vendas de merchandise, revelam o poder comercial de cada região.
Para a Copa do Mundo de 2026, a Fifa projeta arrecadar cerca de US$ 3,92 bilhões apenas com direitos de transmissão — um recorde que reflete o crescimento explosivo do esporte.
Essa distribuição de receita explica muita coisa, inclusive a alocação de vagas na Copa (16 para a Europa em 2026) e a estratégia da Fifa: maximizar lucros nas regiões mais ricas enquanto expande o futebol em mercados emergentes.
A Europa continua sendo o maior mercado de futebol, com direitos de transmissão avaliados em cerca de US$ 1,45 bilhão para 2026 (mais valores adicionais de países menores).
As ligas mais ricas do mundo estão na Europa, com alta audiência em nações populosas e de alto poder aquisitivo. Não à toa, a Uefatem 16 vagas diretas na Copa de 2026 — a maior fatia, justificada pelo valor comercial imenso que os times europeus geram para a Fifa.
América do Norte e Central: Impulsionada pelos anfitriões, com Canadá, México e EUA como sedes, essa região ganha destaque.
O maior contrato individual é o dos Estados Unidos: FOX Sports e Telemundo pagam cerca de US$ 1,25 bilhão no total.
A audiência está em ascensão, impulsionada pelo crescimento do futebol (MLS em expansão) e uma população com mais de 50 milhões de imigrantes de países futebolísticos.
Os direitos regionais giram em torno de US$ 1 bilhão.
Ásia tem um crescimento explosivo. A Ásia é um dos mercados mais promissores, com direitos estimados em mais de US$ 720 milhões (incluindo Oceania em alguns pacotes).
Populações gigantescas geram bilhões de visualizações e um engajamento digital em alta velocidade. Países como China, Índia e Japão impulsionam esse boom.
América do Sul e a sua Paixão Histórica.
Aqui, a paixão pelo futebol é inigualável, com Brasil e Argentina no topo do engajamento por partida. Os direitos de transmissão são significativos, mas menores em volume total comparados à Europa, América do Norte e Ásia.
A Conmebol tem 6 vagas diretas, refletindo tradição e potencial comercial.
África tem potencial em ascensão. A audiência cresce rapidamente, especialmente entre jovens e com urbanização acelerada. No entanto, direitos de transmissão são menores (cerca de US$ 200 milhões combinados com Oriente Médio em alguns dados), limitados por infraestrutura. A CAF ganha 9 vagas, sinal de investimento da FIFA no continente.
Oceania com Impacto Menor. Com população pequena, a região tem o menor valor em direitos de transmissão. Pela primeira vez, garante 1 vaga direta na Copa de 2026. Conclusão: com a estratégia da FIFA, que busca equilibrar receita máxima nas regiões ricas (Europa, América do Norte, Ásia) com expansão em mercados emergentes (África, Ásia, América do Sul). Os quase US$ 4 bilhões em direitos de transmissão para 2026 financiam o esporte globalmente, premiando quem gera mais valor comercial. O futebol continua crescendo, e a mídia é o motor disso tudo.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.