Política

A jornalistas, Gleisi empurra caso Master para a oposição

Ministra afirma que adversários políticos precisam explicar relações com o banco

A ministra das Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A ministra das Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em café da manhã com jornalistas na última quarta-feira, 28, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que cabe à oposição explicar os vínculos de seus governos e aliados com a crise do Banco Master. Segundo ela, administrações estaduais comandadas por adversários políticos mantiveram relações com o banco por meio de fundos de pensão.

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“A oposição tem de explicar o envolvimento dos seus governos com essa questão”, disse a ministra, ao citar os governos do Distrito Federal, por causa do Banco Regional de Brasília (BRB), e do Rio de Janeiro, por meio do Rioprevidência. Gleisi também mencionou o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, ao afirmar que ele “foi o maior doador individual da campanha de [Jair] Bolsonaro e do Tarcísio [de Freitas]”.

A ministra declarou ainda que acusações contra integrantes do Partido dos Trabalhadores na Bahia precisam ser fundamentadas: “Quem acusa tem de provar”. As menções dizem respeito à operação de crédito consignado do Master, conduzida por seu ex-sócio Augusto Lima e ligada ao CredCesta, programa criado por decreto do governo baiano em 2018, segundo o site CNBC News.

Sede do Banco Master na Faria Lima, em São Paulo | Foto: Divulgação/Banco Master
Sede do Banco Master na Faria Lima, em São Paulo | Foto: Divulgação/Banco Master

Gleisi sai em defesa de Lewandowski

Perguntada sobre a relação do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Master, Gleisi disse que ele informou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre contratos de consultoria privada antes de assumir o cargo. Segundo a ministra, Lewandowski se afastou dessas atividades ao ingressar no governo e a consultoria “em nada afetou a investigação”, ao ressaltar que Vorcaro foi preso durante a gestão do ex-ministro à frente da pasta.

O Master manteve um contrato de consultoria jurídica com o escritório da família de Lewandowski mesmo depois de ele assumir o cargo, em janeiro de 2024. O acordo, firmado em agosto de 2023, previa pagamento mensal de R$ 250 mil e permaneceu em vigor por cerca de 21 meses depois da posse, somando aproximadamente R$ 5,25 milhões pagos no período, segundo o site Metrópoles.

A ministra ainda minimizou o encontro entre Lula e Vorcaro, ocorrido fora da agenda oficial em dezembro de 2024, ao afirmar que o presidente “recebe muita gente” e que, à época, os problemas do banco não eram de conhecimento público. Segundo ela, a orientação do Planalto foi para que tudo fosse apurado “de maneira estritamente técnica”.

Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 301 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Regina de Fatima Leme dos Santos
    Regina de Fatima Leme dos Santos

    Uma vez rameira, sempre rameira. Essa zinha do lupanario roubou os velhinhos no passado …

  2. Adauto Levi Cardoso
    Adauto Levi Cardoso

    Essa gente é tudo cara de pau e modus operandi dessa gente é como é o falido comunismo . Conte uma mentira sustente e depois culpe alguém .
    E o ladrao que bate a carteira e sai correndo dizendo “pega ladrao “.