A mando de Moraes, PF faz operação sobre vazamento de dados de ministros do STF
No inquérito das fake news, ministro mandou a Polícia Federal fazer buscas contra servidores públicos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu mandados de busca e apreensão para apurar “possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades”. Quatro mandados estão sendo cumpridos pela PF nesta terça-feira, 17, em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Receba nossas atualizações
A ordem proveio de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a PF. “Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país”, informou a Polícia Federal.
A ordem foi expedida na inquérito das fake news, instaurado em 2019, há quase sete anos, de ofício, no STF. Juristas indicam dezenas de irregularidades na investigação, que tem apurado “fatos futuros” ao longo dos anos.
Os dados fiscais vazados seriam os da própria mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, o que deveria tornar o ministro suspeito para o caso. Advogada, Viviane assinou com o Banco Master, um contrato de R$ 129 milhões, valor considerado inexistente na advocacia brasileira.

A suspeita é de que o próprio Moraes esteja envolvido em lobby para Daniel Vorcaro, proprietário do Master, já que teria conversado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o banco liquidado em novembro. Moraes, segundo o Metrópoles, teria ido à residência de Vorcaro em Brasília ao menos duas vezes.
Outro vazamento de dados estaria relacionado ao filho de um ministro do STF.

Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.