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À PF, auditor diz que acesso a dados de enteada de Gilmar foi 'acidental'

Servidor é investigado por supostas consultas a informações fiscais de ministros do STF e familiares

Gilmar Mendes, decano do STF, durante sessão na Corte | Foto: Reprodução/YouTube/TV Justiça
Gilmar Mendes, decano do STF, durante sessão na Corte | Foto: Reprodução/YouTube/TV Justiça

O auditor fiscal da Receita Federal (RFB) Ricardo Mansano de Moraes afirmou à Polícia Federal (PF) que acessou de forma “acidental” informações fiscais de uma enteada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Segundo depoimento preliminar nesta quarta-feira, 18, citado pela coluna de Mirelle Pinheiro no portal Metrópoles, o servidor declarou que a consulta ocorreu por “infelicidade”, sem intenção de violar sigilo.

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A PF investiga quatro servidores por supostos acessos ilegais a dados fiscais de ministros do STF e de familiares, sem autorização e fora de justificativa funcional. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão.

A Justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, o afastamento das funções públicas, a proibição de deixar a cidade onde reside, recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, além da apreensão do passaporte.

Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil
A Receita Federal é o órgão responsável por administrar tributos federais e fiscalizar o comércio | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Auditor teria acessado dados de parente de Gilmar

Mansano está atualmente lotado na Delegacia da RFB em São José do Rio Preto (SP). Ele ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995 e recebe salário-base de R$ 38 mil. Conforme apurado pela coluna, o auditor chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025, valor que pode aumentar com indenizações e gratificações.

O nome do servidor consta em diversas edições do Diário Oficial da União desde a década de 1990, em atos de nomeação e convocações administrativas. Ao longo da carreira, ele atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia.

Além de Mansano, também são investigados Luiz Antônio Martins Nunes, técnico da Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação (Serpro) desde 1981; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social lotado na Delegacia da RFB em Salvador; e Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social na Delegacia da RFB em Santos (SP), que ingressou no órgão em abril de 1994.

Leia também: “O Supremo tem lado”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 298 da Revista Oeste

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