A Suécia é a seleção que o Brasil mais enfrentou na história das Copas

A equipe europeia é freguesa do time nacional, que jamais foi derrotado nos sete confrontos em Mundiais 

  • Por Thiago Uberreich
  • 05/01/2026 09h00
FÁBIO M. SALLES/ESTADÃO CONTEÚDO O atacante da Seleção Brasileira, Romário, disputa bola com jogadores da seleção da Suécia em partida válida pela semifinal do mundial. Romário, do Brasil, tenta passar por dois suecos no último jogo entre as duas seleções em Copa, nas semifinais de 1994

A primeira vez em que o Brasil conquistou o título mundial, em 1958, em Estocolmo, foi justamente em cima da Suécia, a dona da casa. A equipe europeia é a que a seleção nacional mais vezes enfrentou na história das Copas:

  • 1938: Brasil 4×2 Suécia – decisão do terceiro lugar 
  • 1950: Brasil 7×1 Suécia – quadrangular final 
  • 1958: Brasil 5×2 Suécia – final da Copa 
  • 1978: Brasil 1×1 Suécia – fase de grupos 
  • 1990: Brasil 2×1 Suécia – fase de grupos 
  • 1994: Brasil 1×1 Suécia – fase de grupos 
  • 1994: Brasil 1×0 Suécia – semifinal 

Em sete jogos contra os suecos, a equipe nacional venceu cinco e empatou dois. No primeiro confronto, em 1938, a seleção derrotou os adversários por 4 a 2 e conquistou o terceiro lugar, primeira boa colocação do Brasil em mundiais. 

BRASIL 4 × 2 SUÉCIA – Bordeaux – 19.06.38

Brasil: Walter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Brandão e Affonsinho; Roberto, Romeu, Leônidas, Perácio e Patesko.
Suécia: Abrahamsson; Eriksson, Erik Nilsson, Almgren e Linderholm; Svanström e Âke Andersson; Jonasson, Nyberg, Harry Anderson e Persson.
Árbitro: Langenus (Bélgica).
Gols: Jonasson (28), Nyberg (38) e Romeu (44) no primeiro tempo. Leônidas (18 e 29) e Perácio (35) na etapa final.

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A Suécia saiu na frente aos 28 minutos, com gol de Jonasson. Dez minutos depois, surpresa: 2 a 0, tento marcado por Nyberg. Romeu diminuiu aos 44. Na etapa final, Leônidas marcou dois: aos 18 e aos 29 minutos. Perácio fechou o placar aos 35. O Brasil venceu a Suécia por 4 a 2, garantiu o terceiro lugar na Copa e encantou o planeta. Leônidas da Silva foi o artilheiro do mundial com 7 gols. Os jornais usavam o termo “agilidade desconcertante” quando faziam referência aos jogadores brasileiros: “Excedeu à expectativa a atuação dos brasileiros contra os suecos. A agilidade desconcertante dos nossos jogadores, os seus saltos acrobáticos e passes inesperados”.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.