Diversas capitais registraram a concentração de multidões com o ato “Acorda, Brasil”, convocado pela direita para este domingo (1). Nesse sentido, cidades como Brasília, Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador reuniram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro desde a manhã em seus principais cartões postais.
Já em São Paulo, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exaltou a mobilização liderada por Nikolas Ferreira. Além disso, o parlamentar afirmou que o movimento reacendeu a disposição de luta entre os apoiadores presentes. Por fim, em seu discurso, o senador comparou detalhadamente o governo do seu pai com o do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçando o contraste entre as duas gestões.
Flávio Bolsonaro promete anistia e projeto volta do pai em 2027
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou seu discurso no ato “Acorda Brasil”, para prometer anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Além disso, ele projetou a volta do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2027. Essa foi a primeira aparição em evento público desde o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República, em dezembro.
“Quero compartilhar com vocês o que disse para o meu pai agora quarta-feira. Eu falei ‘pai, em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro’”, disse Flávio. Apesar dessa declaração, o pai do senador segue detido na Papudinha, em Brasília, visto que a Justiça o condenou por tentativa de golpe de Estado.
Ovacionado pelos manifestantes, Flávio afirmou que a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto da dosimetria será “o primeiro passo” para que presos do 8 de janeiro possam retornar para casa.
Sem citar nomes, Bolsonaro defende Michelle de ataques da direita
CCirculou no último domingo (1) a imagem de uma suposta carta escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No documento, Bolsonaro lamenta críticas vindas da “própria direita” à sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL-DF), e a outros "colegas". Sem citar nomes, o ex-presidente afirmou ter pedido que ela só se envolvesse com política a partir de março, visto que o motivo principal seria o cuidado com ele próprio e com Laura, filha do casal.
Paralelamente, o documento foi reproduzido por aliados próximos, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que também foi alvo de críticas recentes. Nesse sentido, a manifestação foi interpretada como uma clara indireta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Isso porque Eduardo acusou Michelle e Nikolas de “amnésia”, alegando que ambos não estariam se dedicando o suficiente à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rumo à Presidência da República.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta segunda-feira (02)
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- ZEMA E LULA TROCAM FARPAS SOBRE RECURSOS EM MEIO À TRAGÉDIA EM MG;
- MARIA CORINA ANUNCIA RETORNO À VENEZUELA PARA TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA;
- MENDONÇA DISPENSA CUNHADO DE VORCARO DE IR À CPI DO CRIME.
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