Acordo Mercosul–UE entra na pauta de comissão do Senado
O tratado será analisado na Comissão de Relações Exteriores na quarta-feira 4; se aprovado, segue para o plenário

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), anunciou que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) será analisado pelo colegiado na próxima quarta-feira, 4. A relatoria ficará a cargo da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A votação marca mais um passo na tramitação do tratado, que já avançou em outras instâncias, incluindo a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul e a Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado na CRE, o texto segue para o plenário do Senado, última etapa antes da eventual entrada em vigor no país.
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Ao anunciar a inclusão da proposta na pauta, Trad reforçou o senso de urgência: “Não podemos esperar”.
O movimento ocorre em meio a sinais positivos no cenário internacional. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou que a União Europeia está pronta para avançar com a implementação do acordo, desde que os países do Mercosul concluam suas ratificações.

“É ela quem decide, não depende de mais ninguém. Nem do Conselho, nem do Parlamento”, explicou o senador, ao comentar o peso político da declaração no cronograma do tratado.
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Na avaliação de Trad, a ratificação coordenada entre os países do bloco sul-americano pode ser decisiva para destravar a aplicação provisória do acordo — mecanismo que permite a entrada em vigor de partes do tratado antes da conclusão de todos os processos legislativos na Europa.
Segundo o senador, os movimentos recentes de países como Uruguai e Argentina indicam uma tentativa de alinhamento que pode fortalecer a posição do Mercosul nas negociações finais. O acordo é aguardado há décadas e é considerado estratégico para setores como o agronegócio e a indústria exportadora.

Implementação do acordo Mercosul-UE
Paralelamente à tramitação, a CRE já estruturou um grupo de trabalho para acompanhar os desdobramentos do acordo. Coordenado por Nelsinho Trad, o colegiado reúne parlamentares e consultores técnicos.
A função do grupo será monitorar impactos econômicos, sociais, ambientais e regulatórios, além de avaliar eventuais ajustes normativos necessários durante a implementação.
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Segundo o senador, a iniciativa busca dar maior previsibilidade ao processo: “Vai ajudar a mitigar eventuais impactos e dar mais segurança jurídica ao setor produtivo brasileiro enquanto avançamos”.
Trad defende que a análise do acordo combine celeridade com cautela. Para ele, o momento exige equilíbrio entre a urgência da agenda comercial e a proteção dos interesses nacionais.
“Trabalhar de forma pragmática e responsável, conciliando urgência com proteção aos interesses nacionais em um dos momentos mais estratégicos da política comercial brasileira dos últimos 25 anos”, afirmou.
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