Política

Advogado nega abertura de protocolo de morte cerebral de 'Sicário'

Defesa afirma que protocolo médico não foi aberto e diz que quadro de Luiz Phillipi Mourão permanece gravíssimo

Luiz Phillipi Mourão: longa histórico criminal, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais | Foto: Reprodução/X
Desde quarta-feira, surgiram informações divergentes sobre o estado de saúde do preso. Fontes ligadas ao hospital e à própria investigação falaram em possível morte cerebral; a PF negou oficialmente que o custodiado tenha sido declarado morto | Foto: Reprodução/X

O advogado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como “sicário” do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou a abertura de protocolo de morte cerebral.

Mourão está internado em estado gravíssimo em um hospital de Belo Horizonte (MG). Ele chegou à unidade nesta quarta-feira, 4, quando tentou tirar a própria vida enquanto estava preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O advogado Robson Lucas da Silva afirmou que conversou com a direção do hospital. Segundo ele, os médicos ainda não identificaram evolução clínica que permita abrir o protocolo.

“Conversei com o diretor do hospital. Ele explicou que não houve evolução nem para pior nem para melhor no quadro do Luiz Phillipi”, disse.

Leia mais: “PRF apreende carro pertencente a Sicário, funcionário de Vorcaro

O defensor afirmou que o procedimento depende de critérios médicos específicos. “A condição clínica atual não indica abertura do protocolo. Isso depende da evolução do quadro, o que ainda não ocorreu”, declarou.

PF apura circunstâncias do caso de Sicário

A Polícia Federal informou que agentes prestaram socorro imediato a Mourão. Equipes da corporação o levaram ao hospital logo depois do ocorrido. A PF afirmou que divulgará novas informações somente depois da atualização do boletim médico.

Desde quarta-feira, surgiram informações divergentes sobre o estado de saúde do preso. Fontes ligadas ao hospital e à própria investigação falaram em possível morte cerebral. A PF negou oficialmente que o custodiado tenha sido declarado morto.

A corporação comunicou o caso ao gabinete do ministro relator no Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

A PF também informou que entregará registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido. A instituição abrirá um procedimento interno para esclarecer as circunstâncias do episódio.

Leia mais: “PF abre inquérito sobre tentativa de suicídio de ‘Sicário’ na prisão

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.