Política

Agência de exportação diz que escândalo do Master reforça a credibilidade do país

Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana afirma na Ásia que apuração demonstra solidez institucional e fortalece confiança de investidores

O presidente Lula da Silva e o chefe da ApexBrasil, Jorge Viana, durante encontro com empresários em Nova Delhi, na Índia | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula da Silva e o chefe da ApexBrasil, Jorge Viana, durante encontro com empresários em Nova Delhi, na Índia | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou nesta segunda-feira, 23, que o inquérito envolvendo o Banco Master tem ampliado a credibilidade do Brasil no exterior. Segundo ele, a investigação é vista por empresários estrangeiros como demonstração de que o país possui instituições capazes de garantir estabilidade e segurança jurídica.

Em conversa com jornalistas durante a viagem oficial à Ásia, Viana foi questionado sobre eventuais preocupações manifestadas por empresários da Índia e da Coreia do Sul a respeito do sistema financeiro brasileiro ou de possível envolvimento de agentes públicos na fraude. Ele respondeu que o caso “faz crescer o respeito pelo Brasil”.

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Master: avaliações positivas sobre o Brasil 

Para o dirigente da agência, o episódio evidencia o funcionamento dos mecanismos de controle do Estado. Viana citou a atuação do Banco Central do Brasil, da Polícia Federal e da Receita Federal do Brasil na apuração do que classificou como a maior fraude já registrada no sistema financeiro nacional.

O presidente da ApexBrasil acompanha o presidente Lula da Silva em agendas na Ásia. A agência organizou fóruns empresariais que reuniram representantes do setor privado na Índia e na Coréia do Sul. Viana afirmou que ouviu de empresários avaliações positivas sobre o ambiente de negócios no Brasil. 

Leia também: “O país do esgoto”, reportagem publicada na Edição 310 da Revista Oeste

Apesar da agenda empresarial, houve poucos anúncios de investimento direto no Brasil durante as viagens. Os principais avanços ocorreram na Coreia do Sul, que abriu seu mercado para ovos brasileiros, reduziu tarifas sobre exportações de manga e ampliou o acordo sanitário para permitir a entrada de carne suína em mais estados.

O governo brasileiro também avançou nas tratativas para abertura do mercado sul-coreano à carne bovina, pleito antigo do setor agropecuário. Atualmente, o Brasil não possui o atestado sanitário exigido para exportar o produto ao país asiático.

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