AGU planeja gastar R$ 200 mi em mais de 10 mil computadores
Plano de atualização tecnológica prevê investimento total de R$ 320 milhões

A Advocacia-Geral da União (AGU) discute a compra de 13.448 computadores como parte de um plano de modernização tecnológica estimado em R$ 320 milhões. O projeto prevê gasto superior a R$ 200 milhões apenas com os equipamentos. O portal Poder360 divulgou as informações nesta sexta-feira, 6.
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Sob o comando de Jorge Messias, a pasta busca recursos no Conselho Curador dos Honorários Advocatícios (CCHA). Esse fundo reúne o dinheiro dos honorários de sucumbência, valores pagos aos advogados públicos em vitórias judiciais.
No entanto, o pedido desperta críticas entre os membros da categoria, uma vez que o número de máquinas solicitadas supera o efetivo real de profissionais. Atualmente, a instituição conta com 5.521 advogados públicos federais, segundo dados do Portal da Transparência.
Eis os itens da proposta de modernização:
- Notebooks: R$ 140 milhões para 7.960 unidades (AGU).
- Switch e access points para wi-fi: R$ 53 milhões (AGU).
- Computadores de alto desempenho: R$ 32,6 milhões para 2.238 unidades (AGU).
- Desktops: R$ 27,3 milhões para 3.200 unidades (AGU).
- Balanceador de rede: R$ 19,2 milhões (AGU).
- Solução de hiperconvergência (Nutanix): R$ 18,7 milhões (AGU).
- Serviço de backup: R$ 11,4 milhões (AGU).
- Armazenamento de dados: R$ 11 milhões (AGU).
- Servidores de alta performance: R$ 10 milhões (AGU).
- Access points de wi-fi: R$ 8 milhões para 614 unidades (PGF).
- Firewall: R$ 3,4 milhões (PGF).
- Equipamentos de videoconferência: R$ 2,3 milhões para 90 unidades (PGF).
- Monitores de 85 polegadas: R$ 1,3 milhão para 130 unidades (PGF).
- Desktops de alta performance: R$ 900 mil para 50 unidades (PGF).
- Webcams: R$ 600 mil para 3.000 unidades (PGF).
AGU defende uso de honorários
A AGU já buscou dinheiro no CCHA anteriormente. No ano passado, a instituição solicitou e obteve R$ 5,9 milhões para atualizar a plataforma Super Sapiens e adquirir equipamentos. O valor atual, contudo, destoa significativamente do histórico. O pedido de R$ 200 milhões representa um aumento de 5.000% em relação à transferência anterior.
Mesmo assim, a AGU defende a legalidade da manobra. O órgão argumenta que as negociações buscam apenas modernizar o parque tecnológica. Além disso, afirma que as normas vigentes e o Tribunal de Contas da União permitem o uso do fundo em atividades que sustentam a arrecadação dos honorários.

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