Ala do STJ defende aposentadoria do ministro acusado de assédio sexual
Marco Buzzi é investigado; caso tramita no CNJ, STF e no próprio tribunal

Uma ala do Superior Tribunal de Justiça (STJ) defende a aposentadoria do ministro Marco Buzzi. Para os colegas dele, essa seria a melhor alternativa diante da acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, filha de um casal de advogados com quem o magistrado mantinha relação de amizade.
De acordo com o jornal O Globo, parte dos ministros avalia reservadamente que o caso é “muito grave”. Nesse cenário, portanto, a saída de Buzzi tranquilizaria o tribunal. A apuração dos fatos ficaria na esfera criminal.
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Além da apuração no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o caso tramita no Supremo Tribunal Federal na esfera criminal, devido à prerrogativa de foro do ministro. O STJ também abriu sindicância.
As acusações contra Marco Buzzi
Segundo as acusações, o ministro tentou agarrar a jovem quando estavam em uma praia em Balneário Camboriú (SC).
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Nesta quinta-feira, 5, a jovem prestou depoimento ao CNJ. Além dela, o órgão também ouviu seus pais no dia anterior. A oitiva durou cerca de duas horas.
Buzzi, por outro lado, afirma ter sido “surpreendido com o teor das insinuações” e diz que elas “não correspondem aos fatos”.

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