Alessandro Vieira pede quebra de sigilos da mulher de Moraes
Relator da CPI do Crime Organizado vê 'fundadas suspeitas' de que o contrato entre Viviane Barci e o Banco Master seja fruto de lavagem de dinheiro

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou, nesta segunda-feira, 2, um requerimento de convocação e de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da advogada Viviane Barci de Moraes. Ela é mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No pedido, Vieira alega que há “fundadas suspeitas” de que o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de advocacia de Viviane e o Banco Master seja “produto direto” da lavagem de dinheiro de organizações criminosas.
Receba nossas atualizações
O senador também requisitou a quebra dos sigilos de outro escritório mantido por ela e da empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos, que detém imóveis e carros de luxo da família.
Alessandro Vieira alega “indícios” de atuação de facções criminosas
Alessandro Viera usou como justificativa para a quebra dos sigilos as negociações entre o banco de Daniel Vorcaro e a Reag, alvo da Operação Carbono Oculto. Deflagrada pela Polícia Federal em agosto, a ação investiga a lavagem de dinheiro de facções criminosas no mercado de combustíveis e em instituições financeiras.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Segundo o requerimento, as investigações apontam que o Master “teria sido irrigado por bilhões de reais oriundos de fraudes e tráfico de drogas ligados ao Primeiro Comando da Capital”.
“A engenharia financeira desvelada aponta que fundos de investimento geridos pela Reag captavam recursos da facção criminosa e os internalizavam no Banco Master através da compra massiva de CDBs”, afirmou Vieira. “Deste modo, há fundadas suspeitas de que os R$ 129 milhões devidos à Barci de Moraes Sociedade de Advogados não constituiriam mera receita operacional de uma instituição financeira lícita, mas sim o produto direto da lavagem de dinheiro.”
Para o relator da CPI, o contrato entre Viviane e o Master é uma “anomalia econômica” que “desafia a lógica econômica do mercado”.
Leia também: “O Banco Master chegou ao Planalto”, reportagem publicada por Carlo Cauti na Edição 307 da Revista Oeste

Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.