Alexandre de Moraes autoriza visita íntima a general Mario Fernandes
Ministro do STF ignora parecer contrário da PGR e concede benefício ao militar, condenado por planejar o assassinato de autoridades

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes liberou a realização de visitas íntimas para o general Mario Fernandes nesta segunda-feira, 9. O magistrado acatou o pedido da defesa do militar, que cumpre pena no Comando Militar do Planalto (CMP) em Brasília, mesmo com o posicionamento contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator fundamentou sua decisão na Lei de Execução Penal, ao sustentar que a manutenção de vínculos afetivos estáveis auxilia no equilíbrio emocional e na reintegração social do detento.
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Mario Fernandes recebeu uma condenação de 26 anos e seis meses de prisão por sua participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado. Além do encontro reservado com a esposa, Alexandre de Moraes também permitiu que o general de divisão Vinícius Ferreira Martinelli visite regularmente o colega de farda. O ministro destacou que a visita íntima atua como um instrumento de política penitenciária focado na redução dos efeitos negativos do cárcere, devendo respeitar os dias e os horários determinados pelas normas de segurança da unidade militar.
Do plano de assassinato ao cárcere
Mario Fernandes, integrante das forças especiais do Exército conhecidas como “kids pretos”, figura como o mentor do plano “Punhal Verde e Amarelo”. O documento, apreendido pela Polícia Federal, detalhava estratégias para o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes. Durante depoimento prestado ao STF em julho do ano passado, o general admitiu a autoria do texto, mas tentou desqualificá-lo ao afirmar que as diretrizes criminosas representavam apenas um “pensamento digitalizado”.
O general permanece sob custódia desde novembro de 2024. O arquivo apreendido com o militar, inicialmente salvo com um nome genérico, teve sua nomenclatura alterada pelo próprio Fernandes para o título que batizou a operação policial. Com a nova decisão de Alexandre de Moraes, o ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência passa a usufruir de direitos previdenciários e afetivos no sistema penal, enquanto aguarda o cumprimento total de sua sentença na capital federal.
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