Política

Aliados de Lula silenciam depois de rebaixamento de escola que fez enredo sobre o petista

O desfile da Acadêmicos de Niterói provocou críticas de parlamentares de oposição

Desfile da Acadêmicos de Niterói com ala sobre família conservadora
Desfile da Acadêmicos de Niterói com ala sobre família conservadora | Foto: Reprodução/ X

Enquanto o rebaixamento da escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repercute, figuras ligadas ao governo federal não abordaram publicamente o tema. O silêncio de lideranças petistas contrasta com manifestações de integrantes da oposição, que associaram o resultado do desfile à gestão do presidente.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, parabenizou as escolas classificadas para o Desfile das Campeãs e elogiou a presença da cultura amazônica nos enredos. Já Marcelo Freixo, presidente da Embratur, preferiu destacar a vitória da Viradouro, ressaltando a relevância cultural e econômica do carnaval.

Reações da oposição e críticas ao governo Lula

O desfile da escola provocou críticas de parlamentares de oposição. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, afirmou que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo”. Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ex-vereador, comentou que a escola “desagradou a maioria, usou a máquina pública e ainda saiu do desfile para uma derrota humilhante”.

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, afirmou que o rebaixamento da escola ilustra o que considera ser o impacto negativo do atual governo. “A escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil”, disse Nikolas. “Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada.”

Estratégias petistas e repercussão religiosa

Petistas planejam realizar pesquisas nas próximas semanas para dimensionar os efeitos do episódio e, a partir daí, definir estratégias para dialogar com o público evangélico. Em 2022, Lula divulgou uma “Carta ao Povo Evangélico” na reta final da campanha, reafirmando compromisso com a liberdade religiosa.

A repercussão da ala polêmica também gerou reações oficiais. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifestou preocupação com o uso de símbolos cristãos e da família em manifestações culturais consideradas ofensivas. A OAB-RJ divulgou nota de repúdio, alegando intolerância religiosa por parte da escola.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.