Amiga de Lulinha cobra proteção e avisa que não vai cair sozinha, diz revista
Episódio ocorre enquanto autoridades apuram possível ligação da lobista com esquema de desvios no sistema previdenciário

Um emissário de Roberta Luchsinger levou a um auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um recado ameaçador. Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a lobista é investigada por suspeita de envolvimento em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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Segundo informações divulgadas pela revista Veja, Luchsinger estaria “desesperada” e em busca de proteção. De acordo com a publicação, o intermediário informou que a lobista “não aceita” sofrer abandono e que não cairá sozinha.
Nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, ex-ministro da Justiça no governo Lula, barrou o pedido da CPMI do INSS para quebrar o sigilo de Luchsinger. No entanto, o ministro André Mendonça já havia liberado os dados anteriormente.
PF destaca papel de Luchsinger em grupo investigado
Luchsinger é neta e herdeira de um antigo acionista do Banco Credit Suisse. Em dezembro de 2025, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão contra a lobista em um endereço localizado no bairro Higienópolis, em São Paulo.
A Polícia Federal (PF) afirma que ela fazia parte do núcleo político do grupo liderado por Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Sua participação se concentraria na movimentação financeira e na administração de empresas usadas, em tese, para ocultar patrimônio.
Segundo a PF, o nome de Lulinha aparece três vezes nos autos. Um ex-sócio de Antunes relatou que ele seria sócio de Luchsinger em um projeto de cannabis medicinal, teria recebido R$ 25 milhões por um negócio de kits de dengue e uma suposta mesada de R$ 300 mil.
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Os agentes também mencionaram a emissão de passagens aéreas com o mesmo localizador para Lulinha e Luchsinger, sugerindo ligação entre ambos. O filho do presidente Lula está sob investigação na CPMI do INSS, que também aprovou a abertura de seus sigilos bancário e fiscal.

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