Política

Amiga de Lulinha pede ao STF suspensão de quebra de sigilo

Defesa afirma que CPMI do INSS aprovou medida sem fundamentação individualizada e requer extinção imediata do pedido do colegiado

Roberta Moreira Luchsinger
A empresária Roberta Moreira Luchsinger foi alvo da operação Sem Desconto em dezembro de 2025 | Foto: Reprodução/X/@RoLuchsinger

A empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação é da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

O mandado de segurança foi protocolado nesta terça-feira, 3. Na petição, os advogados afirmam que a medida carece de fundamentação concreta. Eles sustentam que a decisão incluiu o nome da empresária sem demonstrar vínculo direto com os fatos apurados.

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Roberta também foi alvo de diligências na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) em dezembro de 2025.

Amiga de Lulinha questiona competência da CPMI no STF

Os advogados argumentam que a PF já conduz investigação sobre o caso sob relatoria do ministro André Mendonça.

Conforme a defesa, não haveria justificativa para medidas invasivas simultâneas em instâncias distintas. A peça afirma que a comissão aprovou um “pacote indiscriminado” de quebras de sigilo.

Leia mais: “Suspeito de fraudar biometria de aposentados do INSS bloqueia iPhone e dificulta investigação

Os defensores alegam inexistência de elementos concretos que vinculem a empresária ao suposto esquema.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que pagamentos de R$ 300 mil feitos à empresa de Roberta indicariam que ela atuava como intermediária financeira de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, repassando valores para Lulinha — suposição que as defesas de ambos negam. O STF ainda não analisou o pedido.

O pedido de Roberta foi protocolado dias depois de se tornar pública a informação de que o ministro André Mendonça autorizou a quebra de sigilo de Lulinha em janeiro a pedido da PF. O inquérito que investiga Lulinha e outros tramita em sigilo no STF. Posteriormente, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, acatou o pedido da defesa do filho do presidente e suspendeu a quebra de sigilo.

Leia mais: “Mendonça autorizou quebra de sigilo de Lulinha em janeiro

Segundo as investigações, o nome de Lulinha apareceu em apurações sobre desvios relacionados a descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Reportagem publicada em janeiro apontou indícios de que ele teria atuado como sócio oculto do Careca do INSS, tido como suposto operador central do esquema.

A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em fraudes e afirma que ele não cometeu irregularidades. Em nota, informou ter protocolado pedido no STF para acessar a decisão de quebra de sigilo e declarou que pretende entregar voluntariamente os documentos pertinentes ao tribunal.

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3 comentários
  1. Lucia campos
    Lucia campos

    Verdade . Q fracasso para a coisa andar corretamente neste Brasil !

  2. David S
    David S

    Se André Mendonça aceitar novamente que a sua decisão seja desrespeitada, só tem um caminho para ele, ir para casa…..