Política

Apartamento de Collor vai a leilão por dívida trabalhista

Imóvel avaliado em R$ 9 milhões, onde o ex-presidente cumpre pena em prisão domiciliar, foi alvo de decisão da Justiça do Trabalho

Cobertura de Collor, na praia de Ponta Verde, é avaliada em R$ 9 milhões | Foto: Street View/Google
Cobertura de Collor, na praia de Ponta Verde, é avaliada em R$ 9 milhões | Foto: Street View/Google

O apartamento de luxo onde o ex-presidente Fernando Collor de Mello reside e cumpre prisão domiciliar, em Maceió (AL), deverá ser levado a leilão por determinação da Justiça do Trabalho. A decisão foi proferida pelo juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior, do Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas (TRT-AL).

Segundo o TRT-AL, o leilão está previsto para junho, mas ainda depende de confirmação do juiz da 3ª Vara do Trabalho. As informações são do portal Uol.

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Collor cumpre pena no imóvel, de 600 metros quadrados, com vista para o mar, piscina privativa, bar e quatro suítes. Avaliado em R$ 9 milhões no fim de 2024, o apartamento foi indicado para quitação de uma dívida trabalhista.

Integrantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas promoveram uma manifestação contra o ex-presidente Fernando Collor, em 2022 | Foto: Divulgação/Sindicato dos Jornalistas de Alagoas
Integrantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas promoveram uma manifestação contra o ex-presidente Fernando Collor, em 2022 | Foto: Divulgação/Sindicato dos Jornalistas de Alagoas

Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Em 2023, o ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo relacionado a esquema na BR Distribuidora.

Inicialmente, ele cumpriu pena no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió, mas obteve posteriormente prisão domiciliar humanitária, aos 75 anos, em razão de comorbidades como doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.

Apesar da condição de prisão domiciliar, o juiz determinou a venda do imóvel para quitar débito trabalhista. De acordo com o Uol, a defesa de Collor sustenta que a dívida já foi paga.

Já a defesa da trabalhadora — uma jornalista que atuou na emissora TV Gazeta, da qual o ex-presidente é dono — afirma que houve acordo em 2019 para o pagamento de R$ 80 mil em salários atrasados, mas que o valor não teria sido quitado integralmente.

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