Caminhada da Liberdade foi acumulando adesão ao longo do trajeto. Inspirado pelo movimento, grupo percorre o Sul do país em protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio ao ex-presidente Bolsonaro (PL).
Caminhada da Liberdade foi acumulando adesão ao longo do trajeto. Inspirado pelo movimento, grupo percorre o Sul do país em protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio ao ex-presidente Bolsonaro (PL). (Foto: Vitor Liasch/ Gabinete do vereador Lucas Pavanato)

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Após a Caminhada da Liberdade, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), parlamentares e outros políticos de direita estão organizando uma caminhada pelos três estados da região Sul do Brasil.

"O Nikolas foi muito claro quando ele acabou a caminhada e durante a caminhada, que a caminhada é o ato simbólico, um ato de despertar, mas ela não é o fim e sim o começo do movimento", disse o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos-RS), em entrevista ao Café com a Gazeta do Povo concedida nesta terça-feira (3).

Martim ainda revelou que a caminhada, que já passou pelo Rio Grande do Sul, segue agora por Santa Catarina, sob a liderança do deputado estadual Sargento Lima (PL-SC). Em seguida, continua o parlamentar, o ato seguirá pelo Paraná, comandado pela jornalista e pré-candidata ao Senado Cristina Graeml (União). Depois de percorrer o Sul do país, o grupo tem a intenção de avançar por outras regiões.

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"E agora vai ter vários movimentos nos municípios - isso que já começou a acontecer aqui no Rio Grande do Sul - e eu acredito que isso seja um grande pontapé para as pessoas acordarem", opinou Martim.

Nikolas percorreu mais de 240 km entre Paracatu (MG) e Brasília, acumulando apoio de políticos, influenciadores e populares durante o trajeto. Ao chegar à capital federal, no dia 25 de janeiro, o grupo se juntou a outros apoiadores em uma manifestação que reuniu cerca de 18 mil pessoas. As pautas incluíram o pedido de liberdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos réus de 8 de janeiro e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Martim ainda relata que ouviu de cidadãos ao longo da rodovia que havia medo de se manifestarem. "Às vezes precisa ter algo diferente para a gente se dar conta do que está acontecendo", completou.