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O presidente dos EUA, Donald Trump, avalia novas operações militares em países da América Latina e outras regiões do mundo poucos dias após a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
No domingo (4), a bordo do Air Force One - o avião oficial da Presidência - o líder da Casa Branca citou a Colômbia, governada por Gustavo Petro, como um possível alvo dessas ações. De acordo com o republicano, o país sul-americano é "liderado por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos" e que, em sua opinião, "não ficará no poder por muito tempo".
Trump renovou suas acusações contra Petro, dizendo que ele "mantém instalações de produção de cocaína” no país, o que prejudica fortemente os Estados Unidos. Questionado por jornalistas se ele autorizaria uma operação na Colômbia, o americano respondeu que essa opção "parece uma boa ideia".
O presidente colombiano se tornou um alvo direto de Trump no ano passado devido a supostas conexões com o narcotráfico. Em outubro, os Estados Unidos sancionam Petro.
Em reação, o líder de esquerda colombiano classificou nesta segunda-feira (5) as declarações de Trump como uma "ameaça ilegítima", acompanhada de interesses políticos ocultos de Washington no país.