Arthur Weintraub rebate Eduardo e diz que Bolsonaro ignorou alerta sobre ‘narcoestado’

Irmão do ex-ministro da Educação afirma que o ex-presidente se recusou a debater a classificação de facções como terroristas em 2021: ‘Nem quis ouvir’

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2026 12h10
Reprodução / Pânico Arthur Weintraub fala em vídeo conferência com o programa Pânico Arthur Weintraub rebate Eduardo e diz que Bolsonaro ignorou alerta sobre 'narcoestado'

O ex-assessor especial da Presidência, Arthur Weintraub, protagonizou um embate nas redes sociais com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao rebater críticas feitas pelo parlamentar ao atual governo. A discussão girou em torno da classificação de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas.

A troca de farpas teve início após Eduardo Bolsonaro publicar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria “pavor” de decretar as facções como terroristas. Segundo o filho do ex-presidente, essa suposta hesitação serviria “para proteger a sua base eleitoral de criminosos e a si próprio”.

Arthur Weintraub, que é irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, reagiu à publicação responsabilizando a gestão anterior pela inércia no tema. “Teu pai [Jair Bolsonaro] podia ter decretado”, disparou Arthur.

Alerta ignorado em 2021

Na mesma resposta, Weintraub revelou bastidores de sua passagem pelo governo. Segundo ele, houve uma tentativa de levar o assunto ao então presidente ainda durante o mandato, mas a iniciativa foi rejeitada.

“Eu cheguei a falar com ele sobre narcoestado em 2021. Nem quis ouvir”, afirmou o ex-assessor. Arthur encerrou a postagem com uma provocação direta ao clã Bolsonaro: “Vocês só mentem. Se chorar, manda áudio”.

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Arthur Weintraub atuou como assessor especial da Presidência da República no governo Bolsonaro e, posteriormente, ocupou o cargo de secretário de Segurança Multidimensional na Organização dos Estados Americanos (OEA). Tanto ele quanto seu irmão, Abraham, romperam politicamente com o ex-presidente e seus filhos, tornando-se críticos da atuação da família na política brasileira.