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Opositores durante protesto em 2024 pedindo a libertação de Rocío San Miguel. (Foto: Rayner Pena R/EFE)

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Rocío San Miguel – ativista crítica de Nicolás Maduro - e Rafael Tudares, filho do presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutia -, foram libertados nesta quinta-feira (8), na Venezuela, no âmbito do processo de libertação de presos políticos anunciado pelo presidente do Parlamento venezuelano, o chavista Jorge Rodríguez. As informações foram confirmadas por organizações de direitos humanos e opositoras nas redes sociais.

Rodríguez anunciou nesta quinta, dias após a operação dos EUA em Caracas que culminou na captura de Maduro, que o regime chavista decidiu libertar “um número importante” de cidadãos venezuelanos e estrangeiros que estavam presos por razões políticas. De acordo com o parlamentar, a medida foi apresentada como um “gesto de busca da paz” e da convivência no país, e os procedimentos começaram a ser executados imediatamente após o anúncio público.

Também foram libertados outros nomes ligados à oposição, entre eles Freddy Superlano, Juan Pablo Guanipa, Enrique Márquez e Javier Tarazona. Organizações disseram nas redes sociais que o número de libertações é considerado elevado e o processo pode se estender por vários dias.

De acordo com a organização de direitos humanos Foro Penal, pelo menos 863 pessoas permaneciam presas ou sob perseguição por motivos políticos na Venezuela até o início desta semana.

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou que há cidadãos espanhóis entre os libertados. Segundo a chancelaria, a embaixada espanhola em Caracas acompanha o caso e está preparada para prestar assistência consular aos libertados, aguardando a divulgação de informações oficiais com mais detalhes.

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