Bolsonaro quer reduzir pena lendo livros
No programa, são abatidos quatro dias por cada obra lida; pedido tem que ser autorizado por Alexandre de Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ler livros como medida de redução de pena. No programa, são abatidos quatro dias de pena por cada obra lida. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O pedido ainda será analisado pelo ministro. O preso pode ler 12 obras por ano e resenhar. No Distrito Federal, existe uma lista específica de livros que o detendo pode ler para redução de pena. Veja alguns exemplos:
- A autobiografia de Martin Luther King – Martin Luther King – Livro inclui cartas e diários não publicados do ativista americano, que lutou por igualdade racial nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1964.
- 1984 – Georoge Orwell – Apresenta um futuro distópico em que todos os cidadãos são observados a todo momento. Considerado um clássico que apresenta as consequências do totalitarismo e lavagem cerebral na sociedade.
- Ainda Estou Aqui – Marcelo Rubens Paiva – Livro autobiográfico que conta a relação do autor com sua mãe e aborda questões da infância de Marcelo e o desaparecimento do seu pai, o deputado federal Rubens Paiva. Inspirou o filme de mesmo nome que ganhou o Oscar em 2025 de Melhor Filme Internacional.
- Democracia – Philip Buting – Livro informacional que responde questões básicas de cidadania, politica e sociedade. Livro ilustrado indicado para leitores acima de 9 anos.
Em dezembro, Paulo Sérgio Nogueira, apontado como um dos líderes da trama golpista, foi autorizado a começar a trabalhar, ler livros e fazer cursos para redução de sua pena de 19 anos de prisão.


