Itamaraty
José Múcio Monteiro, ministro da Defesa, e Maria Laura da Rocha, secretária-geral do Itamaraty, durante coletiva no Itamaraty sobre a prisão de Nicolás Maduro. (Foto: Reprodução/CanalGov)

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O Brasil considera atualmente como autoridade legítima na Venezuela a vice de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, de acordo com Maria Laura da Rocha, secretária-geral do Itamaraty e ministra das Relações Exteriores substituta. Será com Rodríguez que o governo brasileiro manterá interlocução neste momento.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa no Ministério das Relações Exteriores neste sábado (3), com a participação de José Múcio, ministro da Defesa.

O governo brasileiro também afirmou que a situação na fronteira entre Brasil e Venezuela permanece "tranquila" e sob monitoramento após a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos.

Segundo os representantes do governo, não há registro de incidentes envolvendo brasileiros na Venezuela nem de aumento atípico no fluxo migratório na fronteira norte do Brasil. "A situação na fronteira nunca foi tão tranquila como está hoje. Movimento mínimo, é como se fosse um grande feriadão, até o movimento de automóvel é o mínimo possível. De maneira que está tudo calmo, as fronteiras estão abertas, não há nenhuma restrição", afirmou Múcio.

A embaixada do Brasil em Caracas segue acompanhando a situação da comunidade brasileira no país, diz o Itamaraty. Cerca de 100 brasileiros que estavam em turismo na Venezuela conseguiram deixar o país com apoio do consulado brasileiro localizado na região de fronteira. Não há relatos de vítimas ou feridos entre cidadãos brasileiros.

O Itamaraty disse que reitera a posição já divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais cedo, condenando a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Segundo os diplomatas, o Brasil continua sendo "contra qualquer tipo de invasão territorial, pela soberania dos países".

Essa posição, de acordo com o governo, será levada à reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), convocada para a próxima segunda-feira (5). O Brasil confirmou que participará do encontro e que repetirá o conteúdo da manifestação oficial divulgada pela Presidência da República.

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