Política

Candidato à Presidência visita Tayayá Resort

Local já pertenceu ao ministro do STF Dias Toffoli; gravação no local aborda suspeitas de favorecimentos e usa analogia com jogos de cassino para explicar supostas irregularidades

Resort Tayaya, que foi de propriedade de Dias Toffoli | Foto: Resort Tayaya
Resort Tayaya, que foi de propriedade de Dias Toffoli | Foto: Resort Tayaya

O candidato à Presidência pelo Partido Missão, Renan Santos, gravou um vídeo no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no norte do Paraná. O local ganhou projeção nacional por ligações societárias passadas com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e seus familiares.

Santos esteve no resort com Pedro Deyrot, pré-candidato a deputado federal pelo Paraná pelo mesmo partido. O vídeo foi publicado nas redes sociais. Nele, os dois comentam episódios que, segundo afirmam, levantam suspeitas de irregularidades e favorecimento envolvendo autoridades e interesses econômicos.

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No vídeo, Santos e Deyrot citam nomes de políticos e empresas para sustentar sua crítica ao que chama de relações entre interesses econômicos e decisões institucionais. Ele menciona o ministro Dias Toffoli, a empresa JBS e o Banco Master.

Tayayá no centro de questionamentos sobre Toffoli

O Resort Tayayá figura no centro de questionamentos sobre a relatoria de Toffoli em inquéritos envolvendo o Banco Master. O magistrado vendeu parte de sua participação no empreendimento a um fundo de investimento ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens e extratos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo indicam que o fundo destinou R$ 35 milhões ao resort. Embora o ministro negue ter recebido valores de Vorcaro ou de seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, os documentos mostram aportes milionários coordenados entre os fundos Leal e Arleen nas mesmas datas em que o Arleen ingressou na sociedade do Tayayá.

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A relação dos Toffoli com o projeto remonta a 2006, quando um primo do ministro incorporou o terreno. Irmãos de Toffoli, incluindo um engenheiro e um padre, atuaram como dirigentes da empresa que controlava o resort. Enquanto a ordem constitucional exige transparência, o emaranhado de renegociações bancárias e investimentos cruzados com figuras investigadas pela Polícia Federal amplia a pressão sobre a conduta ética do magistrado no topo do Judiciário brasileiro.

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