CPI do Crime Organizado ouve Eduardo Leite e fundador da Reag Investimentos
O empresário foi convocado para falar sobre a liquidação da empresa pelo Banco Central; governador gaúcho foi convidado para falar sobre a segurança pública
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado ouvirá, nesta quarta-feira, 11, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e o fundador e ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur.
O senadores convidaram o governador gaúcho para “oferecer um panorama abrangente da segurança pública no país, pois Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná apresentam historicamente baixos índices de violência”.
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Segundo a comissão, a participação do gestor permitirá à CPI conhecer boas práticas de gestão, integração policial e uso de tecnologia que podem servir de referência para outras unidades da Federação.
Convocado pela CPI
Já João Carlos Falbo Mansur, diferentemente do governador, que foi convidado e tem sua participação voluntária, foi convocado pelo colegiado.
Os senadores revelam que é necessário ouvir Mansur justamente por ele ser o fundador e o presidente do Grupo Reag Capital Holding até setembro de 2025.
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Segundo a investigação da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal (PF), Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido pelo apelido Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, dois empresários do setor de combustíveis de São Paulo e suspeitos de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, teriam utilizado o BK Bank para lavar dinheiro de fundos da Reag.
Segundo a PF, o banco desempenha papel central na operação do crime organizado ligado ao setor de combustíveis.
“Além disso, apurou-se que João Mansur e Daniel Vorcaro compraram ações do BRB por meio de fundos e estruturas intermediárias, para dificultar sua identificação”, destaca a CPI. “A suspeita é de que pretendiam lucrar de forma ilegal com a liquidação do Banco Master.”
Por fim, segundo a comissão, “há fortes indícios de que João Mansur utilizou a Reag para administrar e estruturar fundos suspeitos e com movimentação atípica, com o intuito de inflar resultados e omitir riscos. Ao que tudo indica, integrantes do crime organizado utilizavam esses fundos”




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