Eduardo Bolsonaro reage a ordem da PF e diz que não voltará ao Brasil: ‘Não entregarei meu cargo’
Ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2024; ele alega ser vítima de perseguição no ministro do STF Alexandre de Moraes e do governo Lula
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu em um vídeo no X a ordem da Polícia Federal (PF) para que ele retome ao cargo de policial federal.”Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu. “Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, acrescentou.
Nesta sexta-feira (2), a PF determinou que Bolsonaro retorne imediatamente ao exercício do cargo efetivo de policial federal. Ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) declara a cessação do afastamento para o cumprimento do mandato eletivo a partir de 19 de dezembro de 2025 e determina que Eduardo volte à sua lotação de origem, que é o Estado do Rio de Janeiro. O ato diz ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
No vídeo de pouco mais de dois minutos, Bolsonaro declara: “A cassação do meu mandato ocorreu no dia 18 de dezembro, no dia seguinte, como se já estivessem esperando por isso, saiu no Diário Oficial da União a perda do meu mandato e a ordem para que eu retornasse a atividade na Polícia Federal, pois eu sou policial federal concursado, tendo ingressado da PF em 2010″, explica o ex-deputado, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a @policiafederal.
Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública. pic.twitter.com/7SYUUqjpzg
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) January 2, 2026
Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado em fevereiro por excesso de faltas. O ex-deputado diz ser vítima do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e do Governo Lula. “Querem me prejudicar, mas vou fazer de tudo para evitar que me atinja esse objetivo dos malfeitores, um dia a conta chegará para eles”, declarou Bolsonaro, que diz não ter “condições de voltar ao Brasil” neste momento. “Ficarei firme, não entregarei meu cargo na Polícia Federal de mãos beijadas, vou lutar por ele, porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado neste concurso”, diz.
Na declaração, ele cita a rejeição do pedido de prisão domiciliar do seu pai, Jair Bolsonaro, que passou 7 dias internado para tratar das crises de soluço e a correção de uma hérnia inguinal bilateral. “Situações muito mais tranquilas como a do ex-presidente Fernando Collor, que tem apneia do sono, está em prisão domiciliar”, diz Bolsonaro. “Fica mais esse registro de que não vivemos no Brasil uma normalidade democrática, há um estado persecutório com uma pessoa translocada abusado do seu poder”.