Em São Paulo, Ramuth, Nunes e Tarcísio defendem liberdade na Venezuela
Governador de São Paulo ainda afirmou que ‘a Venezuela, agora, está vencendo a esquerda’, e completou: ‘E no final do ano, o Brasil também vence’
Autoridades da capital e do Estado de São Paulo já se posicionaram sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3). Atualmente em cargos públicos são cotados para participarem das eleições 2026, em posições diversas. Pela manhã, o governador em Exercício, Felício Ramuth (PSD), saiu em apoio à captura de Nicolás Maduro. Em uma rede social, chamou a governo do ditador de “criminosos”. “Quando uma ditadura cai, a esperança renasce. Que a prisão do ditador comunista Maduro seja o início de um tempo de liberdade e prosperidade para o povo venezuelano, que tanto sofreu nas mãos desses criminosos”, escreveu. Ele está à frente do Palácio dos Bandeirantes até o próximo dia 12.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), viajou aos Estados Unidos com a família e gravou um vídeo sobre o tema. Na publicação feita na rede social X, Tarcísio comemorou a operação, comandada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e fez um paralelo com a eleição presidencial no Brasil em 2026. Em uma gravação que inclui imagens do presidente Lula (PT), Tarcísio relata as dificuldades do povo venezuelano e afirma que “tudo isso só foi possível ao longo do tempo porque houve conivência, omissão, e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”. Ele não cita explicitamente o nome do adversário, no entanto.
O governador ainda afirmou que “a Venezuela, agora, está vencendo a esquerda”. E completou: “E no final do ano, o Brasil também vence”. Lula já afirmou que vai tentar a reeleição neste ano, enquanto Tarcísio, apesar de não se colocar oficialmente como pré-candidato ao Planalto e sim como pré-candidato a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, o tom eleitoral de Tarcísio tem surpreendido. No primeiro dia do ano, ele também fez uma publicação com críticas ao PT.
Uma ditadura não cai da noite para o dia. Ela corrói as instituições por dentro, pouco a pouco, e quem paga o preço mais alto é sempre a população.
Que a prisão do ditador Maduro seja o primeiro passo no caminho da liberdade para a Venezuela. pic.twitter.com/lhCDSRFTzd
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) January 3, 2026
Aliado de Tarcísio, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, deputado federal Guilherme Derrite (PP), foi mais fundo: associou, em sua publicação na rede social, Maduro ao presidente Lula. “O grande amigo do Lula foi capturado hoje, depois de perseguir, calar, expulsar e matar seu próprio povo na Venezuela por décadas. Grande dia para quem está do lado certo da história”, disse. O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), também veio a público falar sobre o assunto. “Que os acontecimentos recentes na Venezuela representem o início de um novo caminho para o povo venezuelano. Um país marado por anos de crise e sofrimento precisa reencontrar estabilidade, diálogo e respeito às liberdades. O mundo acompanha com atenção. O povo venezuelano merece paz, dignidade e a chance de reconstruir sua história”.
Na esfera municipal, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, também não criticou o ataque. “Nenhum povo deve viver sob repressão, fome ou falta de liberdade. Continuaremos solidários ao povo da Venezuela, desejando que dias melhores e mais justos estejam por vir para todos. A liberdade e a democracia devem prevalecer”, afirmou.
Esquerda paulista tem reação contrária
Já na esquerda paulista, nomes politicamente cotados para a corrida eleitoral de 2026 tiveram posicionamentos contrários. A deputada federal Erika Hilton (PSOL), por exemplo, que vem aparecendo nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio dos Bandeirantes, destacou que a ação não teve como foco o povo venezuelano. “O que ocorreu não foi uma ação coordenada com o mínimo de respaldo para a realização de novas eleições ou uma transição de poder de Nicolás Maduro para algum outro representante venezuelano. Foi um ataque, seguido de uma remoção forçada e nada mais. Um roteiro básico para gerar ainda mais caos e ainda mais dificuldades para o povo venezuelano”, afirmou.
Enquanto isso, outros cotados ao posto, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), compartilharam o posicionamento do presidente Lula, que chamou o episódio de “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”. Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), classificou o ocorrido como a “ação imperialista mais grave que vivenciamos”.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.


