
A captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos, comandada pelo presidente Donald Trump, provocou uma imediata e uníssona condenação da esquerda brasileira. Liderados pelo presidente Lula, políticos e intelectuais acusam a ação de imperialismo.
Qual foi a principal reação do governo brasileiro e da esquerda?
O presidente Lula classificou a ação como uma "afronta gravíssima". Em nota, o PT chamou a captura de "sequestro" e condenou a "agressão militar". Políticos como Guilherme Boulos (PSOL) e Sônia Guajajara, além de deputados e senadores do PT, repudiaram o ataque, defendendo a soberania da Venezuela e alertando para os riscos à estabilidade na América Latina.
Por que a ação foi chamada de "imperialista"?
Críticos afirmam que o interesse dos EUA não é a democracia, mas o petróleo venezuelano. A operação foi vista como a ressurreição da Doutrina Monroe, uma antiga política externa americana que considerava a América Latina sua área de influência. A captura de um chefe de Estado em seu próprio país foi descrita como um ato de dominação militar sem precedentes na região.
Essa reação crítica não contradiz uma aproximação recente com Trump?
Sim. A forte condenação contrasta com a celebração, pela esquerda e pelo governo, de um recente acordo entre os presidentes Lula e Trump. Esse acordo havia resultado na redução de tarifas sobre produtos brasileiros e na retirada de sanções americanas contra o ministro Alexandre de Moraes, sinalizando uma aproximação diplomática que agora é abalada.
Quais os riscos apontados para o Brasil e a América Latina?
Políticos alertam que a intervenção abre um "precedente perigosíssimo" para toda a América Latina, inclusive para o Brasil, ferindo o princípio da soberania dos povos. O conflito preocupa por causa da longa fronteira brasileira com a Venezuela e pelo risco de uma escalada militar que poderia desestabilizar todo o continente, gerando crises de refugiados e instabilidade política.
Como os intelectuais analisaram o episódio?
Intelectuais de esquerda consideram a ação o fim da ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, inaugurando um mundo de "imperialismo descarado" e guerra. O cientista político Christian Lynch explicou que, para a extrema-direita americana, os recursos estratégicos da América Latina são vistos como reservas dos EUA, e os governos da região devem se submeter aos seus interesses.
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