EUA vão comandar governo da Venezuela até ‘transição’, diz Trump

Presidente norte-americano disse que empresas do país vão extrair petróleo na Venezuela para “fazer dinheiro”

  • 03/01/2026 13h50
DOUG MILLS / POOL / AFP Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para a nação na Sala de Recepção Diplomática da Casa Branca Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para a nação na Sala de Recepção Diplomática da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os norte-americanos vão comandar o governo do país latino até uma transição pacifica de poder. O republicano também afirmou que empresas norte-americanas vão extrair petróleo em território venezuelano para “fazer dinheiro para o país”. Deu a declaração em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, na Flórida.

*Em atualização

Ataque e prisão de Maduro

Trump confirmou neste sábado que forças do país realizaram “com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e Maduro, que foi, junto com a primeira-dama, Cilia Flores, capturado e retirado do país”.“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, disse Trump em sua rede Truth Social.O anúncio foi feito após uma madrugada de explosões em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos locais indicam ataques contra infraestruturas estratégicas, incluindo o Forte Tiuna (complexo militar onde fica a sede do Ministério da Defesa) e a base aérea de La Carlota.A Venezuela disse que os bombardeios dos Estados Unidos ocorridos em várias regiões do país, incluindo a capital, atingiram civis.

O general afirmou que estão reunindo “as informações referentes a feridos e mortos diante do ataque vil e covarde” dos Estados Unidos.O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado que Nicolás Maduro foi preso pelos Estados Unidos e enfrentará um julgamento criminal no país norte-americano.Rubio também disse que, agora que o líder venezuelano foi capturado, não são esperadas novas ações militares dos EUA no país sul-americano.