FPA pede ação rápida para reduzir impacto de tarifas chinesas sobre carne brasileira

Bancada agropecuária cobra negociações com a China após anúncio de cotas e tarifa adicional de 55%, que pode afetar produtores e o mercado em 2026

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2026 10h43 - Atualizado em 05/01/2026 10h57
MARCO AMBROSIO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Vitrine de um açougue de São Paulo O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor no início de 2026", afirmou a bancada em nota

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendeu celeridade nas ações para evitar impacto elevado da salvaguarda chinesa sobre a carne bovina no mercado brasileiro. “A FPA acompanha com preocupação a medida anunciada pela China sobre as importações de carne do Brasil. O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor no início de 2026″, afirmou a bancada em nota.

A manifestação da FPA ocorre após o anúncio, na última quarta-feira (31), pelo governo chinês de que vai impor cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país. As medidas entraram em vigor ontem (1º) e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028, atingindo os principais exportadores da carne bovina. O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026.

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Na nota, a bancada agropecuária afirmou, ainda, que vai atuar “imediatamente” junto ao Ministério da Agricultura, ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo para “abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas e buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor”. A FPA disse também que solicitará um levantamento técnico sobre o fluxo recente das exportações para “embasar a estratégia brasileira e reduzir riscos de redução e desorganização de mercado”.

*Com Estadão Conteúdo