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As informações sobre os desdobramentos das ações dos Estados Unidos à Venezuela foram repassadas pelo governo brasileiro durante coletiva à imprensa realizada no início da tarde deste sábado (3), após uma reunião ministerial de emergência. Na ocasião, a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que não há registro de brasileiros entre as vítimas da ofensiva que resultou na captura de Nicolás Maduro.
A coletiva ocorreu depois de um encontro coordenado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por videoconferência, já que ele está em férias no Rio de Janeiro. Participaram da reunião os ministros das Relações Exteriores, da Defesa, da Casa Civil, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo a ministra, uma nova reunião será realizada ainda nesta tarde, às 17h, para reavaliar o cenário e os possíveis impactos para o Brasil.
Durante a entrevista, o ministro da Defesa, José Múcio, informou que não há, até o momento, movimentações atípicas na fronteira do lado brasileiro, embora o governo brasileiro siga monitorando a situação de forma permanente. Ele confirmou que a Venezuela decidiu fechar a passagem fronteiriça nesta manhã, enquanto o lado brasileiro permanece aberto e operando normalmente.
Mais cedo, em nota divulgada à imprensa, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que se prepara para um eventual aumento no fluxo de refugiados venezuelanos, especialmente pelo estado de Roraima, principal porta de entrada no país. A pasta destacou que acompanha a situação no âmbito de suas atribuições e atua de forma integrada com outros órgãos federais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que os efeitos do conflito podem se refletir diretamente no sistema de saúde brasileiro, sobretudo nas regiões de fronteira. Segundo ele, equipes do SUS, da Força Nacional de Saúde e da Saúde Indígena já estão em prontidão para minimizar impactos decorrentes de um possível agravamento da crise migratória.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala em território venezuelano e capturaram Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país por via aérea junto com a esposa. Caracas registrou explosões durante a madrugada, e a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro de Maduro, cobrando provas de vida do governo norte-americano.
O ditador teria sido retirado de helicóptero do país, conduzido a um navio de guerra e depois deve seguir a Nova York para ser julgado segundo as leis americanas. O governo brasileiro segue acompanhando os desdobramentos diplomáticos, humanitários e de segurança, enquanto avalia os impactos regionais da crise e reforça a atuação coordenada entre ministérios.

