Guterres expressa ‘profunda preocupação’ situação na Venezuela
Guterres destacou, por meio de seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que os recentes acontecimentos constituem “um precedente perigoso” para a ordem internacional
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou neste sábado sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, que culminou com uma ação militar dos Estados Unidos no país sul-americano e que, segundo alertou, pode ter “implicações preocupantes” para a região.
Guterres destacou, por meio de seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que os recentes acontecimentos constituem “um precedente perigoso” para a ordem internacional e insistiu na necessidade de “pleno respeito, por parte de todos”, ao direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas.
“O secretário-geral está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não terem sido respeitadas”, disse o porta-voz, sem entrar em detalhes sobre o alcance ou as circunstâncias da ação militar dos Estados Unidos, nem sobre possíveis responsabilidades específicas.
Guterres reiterou seu apelo a todas as partes envolvidas no país para que apostem em uma saída “política e pacífica”.
“O secretário-geral pede que todos os atores na Venezuela se comprometam com um diálogo inclusivo, com pleno respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito”, indicou Dujarric.
Fontes diplomáticas consultadas pela Agência EFE indicaram que a ONU acompanha de perto a evolução dos acontecimentos e que o Conselho de Segurança se reunirá em caráter de urgência ainda nesta tarde para tratar da situação.
Há anos, a organização defende uma solução negociada para a crise venezuelana, apoiando iniciativas de mediação e diálogo entre o governo e a oposição e exigindo repetidamente o respeito às liberdades fundamentais e aos mecanismos democráticos.
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram neste sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” e disse ter capturado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, que foram retirados do país.
Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país.
O mandatário americano detalhou que Nicolás Maduro e Cilia Flores estão detidos no navio anfíbio USS Iwo Jima e a caminho de Nova York para serem julgados por tráfico de drogas.
*EFE