Inflação fecha abaixo do teto da meta – mérito do Banco Central
Ao contrário do que foi dito, o governo federal mais atrapalhou do que ajudou na redução da inflação com sua política fiscal expansionista
A inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), fechou em 4,26%, acima da meta de 3%, mas abaixo do teto de tolerância de 4,5%. Apesar do arrefecimento da inflação em relação a 2024 (4,83%), o brasileiro sente no bolso a perda do poder de compra. Afinal, o processo inflacionário ocorre há alguns anos, e o salário não consegue acompanhar a evolução dos preços. De qualquer maneira, a desaceleração da inflação é uma boa notícia.
Conforme o esperado o governo celebrou o resultado. Entretanto, o mérito do controle da inflação cabe basicamente ao Banco Central, que adotou uma política monetária restritiva a fim de controlar a alta dos preços, resistindo a toda pressão de empresários e do governo para redução da Selic.
Ao contrário do que foi dito, o governo federal mais atrapalhou do que ajudou na redução da inflação com sua política fiscal expansionista. Num cenário de alta do gasto público, de elevação da demanda, o Banco Central tem que subir ainda mais o juro para compensar os estímulos fiscais e de crédito subsidiado do governo federal.
Se o governo fizesse a sua parte com o ajuste fiscal, pelo lado do gasto público, certamente teríamos uma inflação mais próxima do centro da meta de 3% e uma taxa de juros bem menor que 15%.
Parabéns ao Banco Central.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.