Iranianos comemoram anúncio da morte de Ali Khamenei
Imagens mostram diversas pessoas bebendo e dançando em Karaj, cidade a cerca de 44 km da capital Teerã, e em Galleh Dar
Vídeos da agência de notícias AFP mostram dezenas de iranianos comemorando a morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, após ataques dos EUA e de Israel no sábado (28).
As imagens mostram diversas pessoas bebendo e dançando em Karaj, cidade a cerca de 44 km da capital Teerã, e em Galleh Dar.
A mídia estatal do Irã confirmou no fim da noite deste sábado (horário de Brasília) a morte de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, na operação dos Estados Unidos e de Israel contra o país. Segundo a agência de notícias Fars, também morreram a filha, o genro e o neto do segundo chefe de Estado desde a revolução iraniana.
Desde 1989, Khamenei era o líder supremo do país. Ele sucedeu o aiatolá Ruhollah Khomeini, responsável por instituir a república islâmica no Irã.
Antes, em publicação na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia comunicado a morte de Khamenei. Na postagem, o republicano disse que o aiatolá era “uma das pessoas mais perversas da história”.
Trump afirmou que a morte do líder supremo iraniano não representa “justiça só ao povo iraniano, mas a todos os grandes norte-americanos e para aqueles de muitos países que foram mortos ou mutilados” pelo regime teocrático do Irã.
Mais de 200 mortos
Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã neste sábado mataram ao menos 201 pessoas, segundo a ONG iraniana Crescente Vermelho.
Mojtaba Khaledi, porta-voz da entidade, disse que 747 pessoas ficaram feridas e que 24 das 31 províncias do Irã foram atingidas. Este é o primeiro balanço global do ataque divulgado pela imprensa oficial iraniana.
A operação conjunta entre EUA e Israel começou na manhã deste sábado com fumaça sendo vista sobre Teerã após ataques que Tel-aviv classificou como preventivos. Pouco depois, Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa em vídeo anunciando operações de combate dos EUA no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.