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Após um intenso ataque lançado pelos EUA contra a Venezuela e o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a captura do ditador Nicolás Maduro, líderes mundiais repercutiram as ações. O tom das manifestações variou da condenação pelas ditaduras ao apoio pelas democracias liberais.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou o ataque e disse que ultrapassa uma "linha inaceitável". "Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", escreveu Lula no X.
A vice-presidente da União Europeia declarou ter conversado com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e afirmou que prioriza a segurança das pessoas. Em publicação na rede social X, ela destacou:
“A UE tem reiteradamente afirmado que o Sr. Maduro carece de legitimidade e tem defendido uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos à moderação. A segurança dos cidadãos da UE no país é a nossa principal prioridade.”
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Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro anunciou um reforço na segurança da fronteira para lidar com uma eventual chegada em massa de refugiados devido aos ataques a Caracas e outras cidades. "Ativa-se a força pública na fronteira e toda a rede assistencial de que dispomos em caso de entrada massiva de refugiados", declarou Petro.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou as ações militares e fez um apelo por “uma saída pacífica à grave crise” que afeta o país sul-americano. Boric ressaltou que adere aos “princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias e a integridade territorial dos Estados”.
A Espanha defendeu igualmente o cumprimento do Direito Internacional e apelou à “moderação”. O governo espanhol colocou-se à disposição para mediar o conflito: “A Espanha está disposta a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, declarou em nota.
Já o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a captura de Nicolás Maduro por meio de uma publicação no X. “A liberdade avança. Viva a liberdade, c...”, escreveu o governante argentino, mantendo seu estilo característico.
Ditaduras condenam
Para o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, a "agressão militar" dos EUA contra a Venezuela é "profundamente preocupante". O governo russo defendeu que o diálogo seria o caminho para evitar o agravamento da situação na região. "Na situação atual é crucial, acima de tudo, evitar uma maior escalada e focar em encontrar uma saída através do diálogo", afirmou o comunicado oficial. A Rússia também solicitou um “esclarecimento” sobre a detenção de Maduro pelas autoridades americanas.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou veementemente o ataque, que culminou na captura de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. "Cuba denuncia e demanda urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa #ZonaDePaz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a Nossa América", escreveu.

