A líder opositora venezuelana María Corina Machado está fora do país desde que foi a Oslo receber o Nobel da Paz (Foto: Ronald Peña R./EFE)

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A líder opositora da Venezuela e ganhadora do Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, disse estar se preparando para voltar "o mais rápido possível" ao seu país após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças americanas.

A declaração foi feita em entrevista à emissora Fox News na segunda-feira (5). De acordo com a opositora, a ditadora interina Delcy Rodríguez, que mantém o chavismo no poder de forma ilegítima, “é uma das principais arquitetas da tortura, perseguição, corrupção e narcotráfico” na Venezuela.

Machado voltou a elogiar o presidente dos EUA, Donald Trump, pela operação “ corajosa” que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

“O dia 3 de janeiro ficará marcado na história como o dia em que a justiça derrotou a tirania. É um marco, e não é apenas enorme para os venezuelanos (...) é um grande passo para a humanidade, a liberdade e a dignidade”, afirmou o líder da oposição venezuelana na entrevista.

Machado mencionou que dedicou o Nobel de Paz a Trump, que expressou em diferentes ocasiões seu descontentamento ao não ter sido escolhido para levar a premiação para casa.

Em uma reportagem publicada no domingo (4), o jornal The Washington Post afirmou que o presidente dos EUA escanteou a líder opositora no processo de transição política após a queda de Maduro porque ela aceitou receber o prêmio.

Em dezembro, Machado fez uma viagem secreta para a Europa, com o objetivo de receber a Nobel da Paz de 2025, onde ela prolongou sua estadia devido a ferimentos provocados durante a viagem e recomendações de segurança.

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