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O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, chegaram na manhã desta segunda-feira (5) ao tribunal federal em Manhattan, onde farão sua primeira aparição em juízo, marcada para as 12h, horário local (14h de Brasília). Maduro foi capturado no sábado (3) em Caracas e posteriormente extraditado para os EUA.
Ele e sua esposa foram levados do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC) para um campo nos arredores da cidade, onde embarcaram em um helicóptero que os levou a um heliponto próximo ao tribunal. O helicóptero pousou minutos depois perto do tribunal.
Em seguida, foram escoltados em um comboio de cinco veículos, sob forte proteção policial, até o tribunal, de acordo com imagens divulgadas pela imprensa americana. A polícia interditou diversas ruas do entorno durante a operação de segurança.

Maduro, escoltado por agentes da Agência Antidrogas dos EUA (DEA), desceu com grande dificuldade, segundo informações da imprensa local, e precisou ser auxiliado pelos agentes a entrar em um veículo blindado que o levou até o tribunal.
A audiência desta segunda-feira marca a primeira vez que Maduro comparece perante um tribunal dos EUA desde que o Departamento de Justiça tornou pública, no sábado, a acusação formal contra ele por crimes relacionados ao narcotráfico, originalmente apresentada em 2020.

Esta acusação ampliada reitera as acusações contra Maduro, o principal réu, por conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para usar essas armas.
Mas, pela primeira vez, a acusação inclui Cilia Flores, esposa de Maduro, que, segundo a promotoria, com base em sua investigação, desempenhou um papel na coordenação de reuniões e no fornecimento de apoio logístico à rede criminosa.
Captured Venezuelan President Nicolas Maduro arrives at a Manhattan heliport, as he heads towards a New York City courthouse for an initial appearance to face U.S. federal charges including narco-terrorism and drug trafficking.
— ABC News (@ABC) January 5, 2026
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De acordo com os promotores, sua inclusão amplia o escopo do caso e corrobora a hipótese de que o narcotráfico fazia parte de uma rede organizada nos mais altos escalões do poder venezuelano.

O caso tramita no Distrito Sul de Nova York e está sendo conduzido pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos. Após a audiência inicial, espera-se que o tribunal determine os próximos passos do processo, incluindo as condições de prisão preventiva e o cronograma do tribunal.