PF intima ex-executivos do Master e do BRB para prestar novos depoimentos

A corporação quer apurar a participação de cada um dos intimados no negócio de venda de falsas carteiras de crédito consignado

  • Por Jovem Pan*
  • 06/01/2026 16h51
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO Banco Master As oitivas com ex-sócio e ex-diretor do Banco Master e ex-diretor financeiro e superintendente de operações financeiras do BRB devem ser feitas entre o fim de janeiro e início de fevereiro

A Polícia Federal (PF) marcou uma nova rodada de depoimentos na investigação sobre suspeita de crimes financeiros na venda do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB) e convocou ex-executivos das instituições financeiras para prestar esclarecimentos. Marcadas por iniciativa da corporação, as oitivas devem ser feitas no final de janeiro e início de fevereiro.

Dentre os depoimentos previstos estão de Augusto Lima, ex-sócio do Master; Luiz Antônio Bull, ex-diretor do banco; Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor financeiro da instituição financeira de Brasília; e, Robério Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB.

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa também foi intimado para prestar um segundo depoimento.

A PF quer apurar qual foi a participação de cada um deles no negócio de venda de falsas carteiras de crédito consignado do Master ao BRB por R$ 12 bilhões, objeto do inquérito.

Até agora, a PF só colheu os depoimentos do dono do Master, Daniel Vorcaro, de Paulo Henrique Costa e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Eles foram ouvidos no dia 30 de dezembro, em uma diligência determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao final dos depoimentos, a PF fez uma acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa.

O dono do Master fez críticas à ação do Banco Central em seu depoimento à PF e disse que seu banco honrou com todos os compromissos financeiros que tinha. Já o ex-presidente do BRB admitiu que a instituição financeira pública ainda não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aportados no Master.

A equipe de investigação ainda analisa os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro.

A expectativa é que, até o final do mês, quando ocorrerão os depoimentos, a PF já tenha extraído informações dos telefones celulares e possa utilizá-las para confrontar os investigados.

O caso foi enviado ao STF após a PF ter apreendido um documento, na casa de Vorcaro, com menção a um deputado federal.