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Prefeita mais rejeitada do Brasil aumenta IPTU e amplia desgaste político - Conexão Políti

05/01/2026 18:41 Conexão Política
Foto: FNP/Divulgação
Foto: FNP/Divulgação

A prefeita Adriane Lopes (PP), de Campo Grande (MS), decidiu aplicar o reajuste do IPTU para 2026 em meio a um cenário de forte desgaste político. A medida provocou reação imediata entre moradores da capital sul-mato-grossense, que relatam surpresa e insatisfação com os novos valores cobrados.

O episódio ocorre em um momento particularmente sensível para a prefeita. Um levantamento divulgado pela AtlasIntel no fim de dezembro apontou Adriane Lopes como a gestora com pior desempenho entre as capitais brasileiras, com uma taxa de desaprovação de 79%.

De forma oficial, a Prefeitura informa que o decreto estabelece uma correção média de 5,32%. No entanto, contribuintes passaram a relatar aumentos muito superiores a esse percentual, com casos que indicam elevações que variam de cerca de 20% até índices próximos de 396% em relação ao valor cobrado no ano passado. O impacto atinge cerca de 430 mil imóveis cadastrados no município.

O reajuste ocorre poucas semanas depois de outra mudança polêmica relacionada ao mesmo tributo. Em dezembro, a prefeita também anunciou a redução do desconto concedido para pagamento à vista do IPTU. O abatimento, que era de 20%, foi limitado a 10% para 2026, decisão que também gerou críticas e ampliou a percepção de falta de transparência da política tributária municipal.

Na manhã desta segunda (5), a repercussão do novo valor foi visível na Central de Atendimento ao Cidadão, que registrou intensa procura por informações e pedidos de revisão. Desde as primeiras horas do dia, moradores compareceram ao local para questionar os valores lançados e manifestar inconformismo tanto com o aumento considerado excessivo quanto com a redução do benefício para quem opta pelo pagamento antecipado.

A decisão da prefeita desencadeou uma série de reações institucionais na cidade. A Câmara Municipal de Campo Grande instalou uma comissão especial para discutir o reajuste do imposto e apurar possíveis irregularidades. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional MS (OAB/MS) anunciou que irá levar o caso ao Judiciário para tentar suspender a cobrança. Entidades representativas do comércio e do setor produtivo também se posicionaram publicamente contra a medida.

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