Paulo Bilynskyj é alvo de ação que pede R$ 30 mil em danos morais por "narrativa difamatória" sobre partido de Lula.
Paulo Bilynskyj é alvo de ação que pede R$ 30 mil em danos morais por "narrativa difamatória" sobre partido de Lula. (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

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O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, neste domingo (4), uma ação cível de indenização por dano moral contra o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). A ação tramita na 2ª Vara Cível de Brasília e pede R$ 30 mil por conta de um vídeo em que Paulo associa tanto o partido quanto o presidente Lula (PT) ao narcotráfico na Venezuela. A Gazeta do Povo entrou em contato com o parlamentar e aguarda retorno.

"Trata-se de acusação recorrente, reiteradamente desmentida, inclusive por decisões judiciais que enfrentaram diretamente a matéria e determinaram a remoção de conteúdos que associavam o PT ao narcotráfico ou a organizações criminosas", apontou o PT na petição inicial.

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O parlamentar ainda não foi citado e, portanto, ainda não tem advogado constituído. A esquerda também utiliza falas do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para acusá-lo de crimes contra a democracia, por supostamente defender que o governo americano, a exemplo do que fez com o ditador Nicolás Maduro, invada o Brasil e prenda Lula.

A prisão de Maduro abriu margem para disputa de narrativas. Enquanto a direita aponta para o caráter ditatorial do regime e para a libertação do povo venezuelano da ditadura chavista, a esquerda acusa o presidente Donald Trump de violar a soberania do país de governo socialista, além de buscar, na verdade, apropriar-se do petróleo do país da América do Sul. O ditador venezuelano passa por audiência inicial nesta segunda-feira (5).

Para o PT, "é absolutamente inaceitável que o requerido se utilize do tema como pretexto para insuflar narrativa falsa e difamatória, com o claro objetivo de degradar a honra objetiva do requerente perante a opinião pública."

Na Organização das Nações Unidas (ONU), o governo brasileiro prepara-se para falar no Conselho de Segurança - onde tem voz, mas não voto - contra a ação militar americana. A fala, no entanto, não deve passar disso: como membro permanente do órgão, os Estados Unidos têm poder de veto, o que barraria qualquer resolução contrária à operação.