Roberto Rivellino chega aos 80 anos com reverências do mundo do futebol

Tricampeão em 1970, o “reizinho do Parque” é uma das grandes unanimidades do esporte nacional

  • Por Thiago Uberreich
  • 07/01/2026 07h00
Reprodução b Roberto Rivellino em entrevista à Rádio Jovem Pan

No último dia primeiro, uma das estrelas de primeira grandeza do futebol brasileiro completou 80 anos: Roberto Rivellino (01/01/1946). Natural de São Paulo, Riva começou a carreira na Portuguesa, mas virou o “reizinho do Parque São Jorge”. Em 1974, o Corinthians amargava vinte anos sem títulos e perdeu a final do Campeonato Paulista para o rival Palmeiras. Descontente com as críticas recebidas, ele foi para o Fluminense e mostrou todo o talento no Rio de Janeiro. 

Astro da seleção brasileira, Rivellino foi tricampeão do mundo em 1970, no México. Ele marcou, em uma cobrança de falta, o primeiro gol da equipe nacional na Copa, contra a Tchecoslováquia, em Guadalajara: a “patada atômica” abriu caminho para a campanha vitoriosa. “Olha lá o tijolo quente”, dizia o narrador Fernando Solera sobre o chute potente do camisa 11. Riva ainda balançou as redes contra o Peru, nas quartas de final, e diante do Uruguai, na semifinal. 

O mundial de 1970 foi o primeiro transmitido ao vivo pela TV, via satélite. Antes da estreia da seleção, a família de Rivellino, que morava em São Paulo, estava nervosa e não queria que nenhum problema técnico atrapalhasse, conforme o Estadão: “Três televisores, um a pilha, todos devidamente revisados, estão preparados na rua José Guarani, 76 (Santo Amaro) para mostrar a um pai extremamente nervoso a imagem do filho e de seus 10 companheiros iniciando a dura luta do mundial do Brasil pela sua 3ª Copa do Mundo. Nicolino Rivellino mostra na fisionomia tensa todo seu nervosismo, mas, ao falar pelo telefone internacional, com o filho Roberto, diz que está calmo: ‘Roberto, eu não estou nervoso. Eu quero que você ganhe o jogo de amanhã’”. Podemos imaginar a festa na casa quando Rivellino empatou o jogo diante da Tchecoslováquia.

O Brasil conquistou o tricampeonato em 21 de junho de 1970 e uma semana depois, em meio às comemorações pela vitória, Rivellino subiu ao altar às 21hs do sábado, dia 27. O casamento rendeu uma página completa na revista Placar. Maísa Vieira Gazzola se tornou Maísa Vieira Gazzola Rivellino. No total, oitenta convidados e cinquenta jornalistas acompanharam a cerimônia do então jogador do Corinthians. Riva ainda defendeu a seleção nas Copas de 1974, na Alemanha, e de 1978, na Argentina. 

Revirando os arquivos da Jovem Pan, encontrei uma entrevista com Rivellino concedida no fim de 2003. Na época, o ex-jogador tinha sido contratado para assumir a direção técnica do Corinthians. Acompanhe com Wanderley Nogueira: 

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.