Setores empresariais e sociais convocam ato na USP para defender Código de Conduta ao STF
O evento, batizado de “Ninguém acima da lei”, deve reunir cerca de 20 organizações

Representantes do setor empresarial, sociedade civil e meio jurídico anunciaram um ato público para defender a criação de um Código de Conduta destinado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A mobilização está marcada para a próxima segunda-feira, 2, o Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), instituição que figura entre as mais relevantes do cenário jurídico nacional.
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Entre os nomes ligados à escola, estão o ministro Alexandre de Moraes, docente na instituição, e o ministro Dias Toffoli, que integra a Associação dos Antigos Alunos. Ambos são protagonistas no contexto do Caso Master. Toffoli, por pagamentos recebidos de sócios do banco, e Moraes, por causa de um contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de sua mulher com o banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros se manifestam contra o Código de Conduta.
Mobilização reúne entidades diversas e figuras de destaque em prol do código para o STF
O evento, batizado de “Ninguém acima da lei”, deve reunir cerca de 20 organizações, como Transparência Brasil, Derrubando Muros e Humanitas360. Pelo empresariado, a PNBE (Pensamento Nacional de Bases Empresariais) confirmou participação. Entre os nomes esperados para discursar está Fabio Barbosa, presidente do Conselho de Administração da Natura. A OAB-SP também será convidada.
“Trata-se de ato público cívico e institucional, apartidário, com a participação de juristas, lideranças sociais, empresariais e políticas em torno destes temas”, afirmou Ana Bechara, diretora da Faculdade de Direito da USP, à CNN. “Considerando o tema, relacionado à democracia, bem como o caráter institucional e não político-partidário do evento, autorizamos a utilização do espaço, embora não se trate de ato organizado pela Faculdade de Direito. Não haverá nossa participação institucional.”
Histórico de mobilizações no Salão Nobre da USP
O encontro ocorre quase quatro anos depois de outro evento marcante realizado no mesmo local, quando entidades empresariais, civis e jurídicas promoveram a leitura da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”. Naquele episódio, durante o período eleitoral de 2022, a organização coube a alunos, professores e direção da Faculdade de Direito da USP.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

Bom eles levarem um pano bem limpinho, esperar o wue da Natura e o OAB.