Sobe para nove o número de mortos por mísseis iranianos no centro de Israel

A organização informou ter evacuado 28 feridos, dos quais dois em estado grave

  • Por Jovem Pan*
  • 01/03/2026 12h11
Ahmad GHARABLI / AFP Agentes do serviço de emergência israelense removem um saco mortuário do local de um ataque de mísseis perto de Bet Shemesh, a cerca de 30 quilômetros a oeste de Jerusalém, em 1º de março de 2026. Agentes do serviço de emergência israelense removem um saco mortuário do local de um ataque de mísseis perto de Bet Shemesh, a cerca de 30 quilômetros a oeste de Jerusalém, em 1º de março de 2026.

Nove pessoas morreram, neste domingo (1º), no centro de Israel, quando um prédio desabou após o “impacto direto” de um míssil iraniano, informaram os serviços de emergência israelenses.

No setor de Bet Shemesh, socorristas “confirmaram a morte de nove pessoas”, anunciou, em um comunicado, a organização Magen David Adom, o equivalente israelense à Cruz Vermelha.

A organização informou ter evacuado 28 feridos, dos quais dois em estado grave.

Um balanço anterior registrou oito mortos.

O míssil causou “danos importantes (…) e o prédio onde havia civis desabou”, acrescentaram as forças de segurança.

Alireza Arafi como líder interino

O governo do Irã nomeou, neste domingo (1º) o aiatolá Alireza Arafi como líder interino. Ele ficará  à frente do país após o assassinato do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, neste sábado (28).

“O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”, afirmou o porta-voz do conselho, Mohsen Dehnavi, em uma publicação nas redes sociais.

O conselho interino também incluirá o presidente do país e o chefe do Judiciário. Eles ficaram à frente do governo até a escolha de um novo líder supremo. Especialistas explicam que a queda do regime é o objetivo dos Estados Unidos.

“O objetivo político definido pelo presidente Trump e pelo primeiro-ministro Netanyahu é a mudança de regime no Irã”, afirmou o coronel da reserva Paulo Filho. “Eu não acredito que imediatamente todo mundo vai se render e vai haver uma mudança de regime de maneira tranquila”, disse. O militar destacou o contra-ataque iraniano inédito, que atingiu “praticamente todos os estados do Golfo”.

*com informações da AFP