Tarcísio ‘joga parado’ ao atacar Lula e PT duas vezes em quatro dias, avaliam auxiliares

Governador escreve e aprova pessoalmente os textos que são destinados às redes sociais

  • Por Beatriz Manfredini
  • 06/01/2026 09h30
Pablo Jacob/Governo de São Paulo Tarcísio de Freitas durnate a Cerimônia de Entrega de Benefícios aos Municípios Paulistas. Tarcísio de Freitas durnate a Cerimônia de Entrega de Benefícios aos Municípios Paulistas. Local: Auditório Ulysses Guimarães Data: 09/12/2025

Para pessoas próximas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), as críticas recentes feitas por ele nas redes sociais ao presidente Lula e ao PT representam um “jogo eleitoral parado”. A avaliação é que, dessa forma, Tarcísio não abandona o pleito de 2026 e nem a narrativa da direita, mas também não apoia ou ajuda explicitamente o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Como mostrou a coluna, aliados do chefe do Executivo paulista avaliam que o cenário, atualmente pendente para uma candidatura à reeleição, ainda pode mudar.

No dia 1º de janeiro, o governador desejou boas festas aos seguidores relacionando a mensagem “Feliz Ano Novo” a um “Fora PT”. Depois, em 3 de janeiro, durante a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Tarcísio usou vídeo com imagens de Lula e falou em conveniência e omissão com ditadura no país vizinhos.

Enquanto a primeira inserção nas redes já estava pronta, a segunda, de surpresa, foi gravada durante viagem do chefe do Executivo paulista aos Estados Unidos. Ele está de férias e retorna às atividades em São Paulo no próximo dia 12.

Segundo interlocutores, Tarcísio costuma ouvir a equipe antes de gravar um posicionamento, mas a maior parte do que é publicado é escrito e validado por ele mesmo. O governador escreve os textos de próprio cunho e os auxiliares revisam antes da versão final, aprovada por ele, ir ao ar. Além da equipe de Comunicação, Tarcísio também tem recebido orientações do marqueteiro Pablo Nobel.

O aumento de posicionamentos nas redes sociais sobre temas nacionais e internacionais e as críticas ao campo político oposto não são novidade. Em outubro, a apuração já tinha apontado uma mudança de comportamento do governador. Na época, pessoas próximas disseram à coluna que a ideia era ter “posicionamentos claros e sem meios termos”, além de continuar vendendo a imagem de gestor.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.