Trinta e dois cubanos morreram em ataque dos EUA à Venezuela

Governo cubano afirma que militares atuavam em missões oficiais no país aliado e decreta dois dias de luto nacional após operação que capturou Nicolás Maduro

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2026 07h42
US Department of Justice federal officers stand guard outside the Metropolitan Detention Center, where ousted Venezuelan President Nicolas Maduro is being held, in the Brooklyn borough of New York City, on January 4, 2026. Venezuela's deposed president Nicolas Maduro is scheduled to appear before a federal judge in New York at noon on January 5, to be formally notified about the charges against him, the court said. Maduro and his wife, Cilia Flores, were seized by US forces during a pre-dawn raid on January 3 in Caracas and brought to New York to face charges of "narcoterrorism" tied to alleged trafficking of tons of cocaine into the United States. Agentes federais do Departamento de Justiça dos EUA fazem guarda do lado de fora do Centro de Detenção Metropolitano, onde o presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido, no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York 

No total, 32 cubanos morreram durante o ataque das forças americanas que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro na Venezuela, informou no domingo o governo da ilha.

“Como resultado do ataque criminoso perpetrado pelo governo dos Estados Unidos contra a irmã República Bolivariana da Venezuela (…) perderam a vida em ações de combate 32 cubanos”, informou o governo em um comunicado lido na televisão nacional.

Admitiu que os militares, todos membros das Forças Armadas Revolucionárias ou do Ministério do Interior, cumpriam missões na Venezuela “a pedido de órgãos homólogos” daquele país, um forte aliado da ilha.

Maduro foi retirado do país no sábado junto com sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos Estados Unidos, onde é acusado de narcotráfico e terrorismo. Nesta segunda-feira deve ser apresentado a um juiz de Nova York, por acusações de narcotráfico e terrorismo.

O comunicado oficial ressaltou que os militares cubanos “cumpriram de forma digna e heroica o seu dever e caíram, após férrea resistência, em combate direto contra os agressores ou como resultado dos bombardeios às instalações”.

O governo decretou dois dias de luto nacional a partir do amanhecer desta segunda-feira e anunciou que “organizará as ações correspondentes para lhes render a merecida homenagem”.

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“Honra e glória aos bravos combatentes cubanos que caíram enfrentando terroristas com uniforme imperial”, escreveu no X o presidente Miguel Díaz-Canel.

 
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*Com AFP