Trump manda alerta para Cuba: ‘Melhor fazer um acordo antes que seja tarde’

Mensagem do republicano vem uma semana depois das forças norte-americanas terem invadido a Venezuela e capturado o ditador Nicolás Maduro, que está detido nos Estados Unidos acusado de narcotráfico

  • Por Sarah Américo
  • 11/01/2026 12h29
Shawn Thew/EFE/EPA/Pool O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminha em direção ao Salão Oval após desembarcar do helicóptero Marine One no gramado sul da Casa Branca Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem apertado o cerco contra países com líderes ditadores

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou um alerta, neste domingo (11), para Cuba, e solicitou que eles façam um acordo antes que seja tarde demais. A Venezuela agora tem os Estados Unidos, o maior poder militar do mundo (de longe), para protegê-los. Não vai ter mais petróleo e dinheiro indo para Cuba – zero! Eu sugiro fortemente que eles façam um acordo, antes que seja tarde demais”, escreveu Trump em sua conta no Truth Social.

Segundo o republicano, Cuba viveu, por muito anos, com grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela, em retorno, Havana promoveu serviço de segurança para os últimos dois ditadores venezuelanos. “Muitos desses cubanos foram mortos na última semana do ataque dos EUA, e Venezuela não precisa mais de proteção de bandidos e extorsionários que os mantiveram reféns por tantos anos”, disse Trump.

O alerta de Trump vem uma semana depois das forças norte-americanas terem invadido a Venezuela e capturado o ditador Nicolás Maduro, que está detido nos Estados Unidos acusado de narcotráfico, acusação da qual se declarou inocente em sua primeira audiência, realizada na segunda-feira (5). A próxima está marcada para o dia 17 de março.

Pouco depois de realizar a publicação, Trump compartilho uma publicação de um usuário dizendo que o secretário de Estados nos Estados Unidos, Marco Rubio, deveria ser o presidente de Cuba. Em resposta, o republicado escreveu: “Parece bom”. Desentende de cubanos, Rubio tem sido peça central do governo Trump nos ataques aos países latino-americanos.

Primeiro secretário de Estado hispânico dos Estados Unidos, ele vive um momento crucial em sua carreira política desde a prisão do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro: administrar os assuntos de um dos países mais complexos da região à distância. O político de 54 anos que, além de chefiar a diplomacia americana, também é conselheiro de Segurança Nacional na Casa Branca. Uma das coisas que ele não cede é a exigência de uma transição política em Cuba, país que seus pais deixaram antes da Revolução de 1959, justamente para fugir da ausência de democracia.