TSE retoma julgamento que pode cassar mandato do senador Jorge Seif
A denúncia envolve alegações de que Luciano Hang, empresário, teria utilizado recursos da empresa Havan, da qual é sócio, para beneficiar a campanha do parlamentar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a analisar, nesta terça-feira, 10, o processo que pode resultar na cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC), por suspeita de abuso de poder econômico durante as eleições de 2022. O julgamento havia sido interrompido anteriormente, quando o relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, solicitou a produção de novas provas.
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A denúncia envolve alegações de que Luciano Hang, empresário, teria utilizado recursos da empresa Havan, da qual é sócio, para beneficiar a campanha de Seif, fornecendo funcionários e aeronaves, fato negado por ambos. A ação foi apresentada pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União), derrotada na disputa eleitoral, que buscou reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), favorável ao senador.
Lista de irregularidades e detalhes da acusação no TSE
Na lista de supostas irregularidades apontadas estão o uso de um helicóptero, pertencente a Osni Cipriani, para deslocamentos do então candidato, além do aproveitamento da estrutura física e de pessoal das Lojas Havan, recursos de transporte aéreo, canais oficiais da empresa, sala de gravação para transmissões ao vivo e vídeos destinados às redes sociais com o objetivo de promover a candidatura de Seif.
Há ainda a acusação de financiamento irregular de propaganda eleitoral por entidade sindical, com a participação do candidato na 21ª Semana de Indústria Calçadista Catarinense, promovida pelo Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (SC). A expectativa, segundo ministros do TSE, é que o julgamento se encerre ainda nesta terça-feira, 10, com tendência de resultado favorável a Seif por falta de provas robustas.
Além do relator Floriano de Azevedo Marques, participarão da decisão os ministros Antônio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Estela Aranha, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. Caso prevaleça o entendimento atual, o senador Jorge Seif (PL-SC) deverá ser mantido no cargo.
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