Urrutia diz que normalização da Venezuela depende de respeito à vontade popular

Opositor de Maduro afirmou que retirada do presidente do poder é ‘um passo importante, mas não suficiente’

  • Por Jovem Pan
  • 04/01/2026 22h26
EFE/ Rayner Peña R. AME7082. BOGOTÁ (COLOMBIA), 02/09/2024.- Fotografía de archivo del 18 de mayo de 2024 del abanderado de la mayor coalición opositora de Venezuela, Edmundo González Urrutia, hablando durante un acto de campaña en La Victoria (Venezuela). La Fiscalía de Venezuela solicitó a un juzgado especializado en delitos de "terrorismo" que emita "orden de aprensión" en contra de González Urrutia por su "presunta comisión de delitos de usurpación de funciones" y "forjamiento de documento público" con relación a las actas electorales de las presidenciales del pasado 28 de julio. EFE/ Rayner Peña R. Urrutia afirmou que momento marca um ponto de inflexão na história recente do país

O político Edmundo González Urrutia, opositor de Nicolás Maduro, afirmou que a normalização da situação política na Venezuela depende do respeito à vontade popular expressa nas urnas e da libertação dos presos políticos. Em pronunciamento nas redes sociais, disse que o momento atual, após a captura do presidente pelos EUA, marca um ponto de inflexão na história recente do país e é “um passo importante, mas não suficiente”. “A normalização real do país só será possível quando se respeitar, sem ambiguidades, a vontade majoritária expressa pelo povo venezuelano em 28 de julho”, afirmou, em referência às últimas eleições realizadas na Venezuela.

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Na época, Maduro foi declarado vencedor da disputa presidencial, mas o processo correu sem transparência, nem elementos probatórios suficientes da sua suposta vitória. Com isso, a eleição foi contestada pelos políticos venezuelanos de oposição e por boa parte da comunidade internacional.

No vídeo publicado, o opositor de Maduro se dirigiu às Forças Armadas e aos órgãos de segurança da Venezuela. “Seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, reforçou. González disse ainda que a transição democrática de “maneira séria e responsável” depende também da libertação de todos os detidos por motivos políticos, que classificou como “reféns de um sistema de perseguição”. “Nenhuma transição democrática é possível enquanto houver um só venezuelano encarcerado de maneira injusta”, afirmou.

O político encerrou dizendo que o país vive um momento “histórico”, que deve ser conduzido com serenidade, clareza e compromisso democrático. “A Venezuela precisa de verdade, justiça e reconciliação, sem impunidade”.

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Neste sábado, 3, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, defendeu que González Urrutia assuma a presidência do país após a deposição de Nicolás Maduro por meio do ataque militar dos Estados Unidos

Já o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou em uma postagem que “a transição que está por vir deve ser pacífica, democrática e respeitosa à vontade do povo venezuelano”. Na sequência, afirmou esperar que o “presidente Edmundo González Urrutia, eleito em 2024, possa assegurar essa transição o mais rápido possível”.

*Com informações do Estadão Conteúdo