Vorcaro, o Banco Central e os ataques virtuais
O caso reacende o debate sobre manipulação de opinião pública, crime financeiro e uso político das redes
André Marsiglia - 09/01/2026 13h48

A Polícia Federal encontrou indícios no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de que ele teria ordenado pessoalmente ações coordenadas nas redes sociais para defender o banco, atacar o Banco Central, autoridades públicas e até jornalistas.
Segundo a investigação, mensagens no celular de Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero, mostram o banqueiro repassando instruções a auxiliares para impulsionar conteúdos positivos sobre o Master e promover ataques virtuais contra quem, na visão dele, “atuava contra o banco”.
Esses diálogos são anteriores à liquidação da instituição, decretada em novembro de 2025. Os contratos com influenciadores previam pagamentos de até R$ 2 milhões, com cláusulas de sigilo e multas de até R$ 800 mil.
A PF agora avalia se há elementos suficientes para abrir um novo inquérito específico sobre a atuação digital. O caso reacende o debate sobre manipulação de opinião pública, crime financeiro e uso político das redes sociais.
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André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. |
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